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Ilustrada
02/07/2009 - 15h12

Música e imagens homenageiam Bandeira na abertura da Flip

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TERESA CHAVES
colaboração para a Folha Online

A noite de abertura da Flip, como já era esperado, foi só homenagem a Manuel Bandeira. Entre o show de Adriana Calcanhotto e a conferência de Davi Arrigucci Jr., o poeta foi lido, explorado, citado e cantado de diversas maneiras.

Arrigucci Jr. fez uma apresentação usando slides com poemas de Bandeira e algumas fotos de lugares importantes na trajetória do escritor. O crítico literário começou dizendo que esperava ser breve como seu poeta --não conseguiu, mas pôde apresentar aos ouvintes os pontos mais importantes da obra do escritor com bastante clareza. A conferência foi densa para o horário, mas o público permaneceu até o final.

Citando o escritor argentino Jorge Luis Borges, Arrigucci Jr. introduziu o assunto principal da conferência dizendo que "devemos nos vangloriar menos dos livros que escrevemos e nos orgulhar muito dos livros que lemos". Ele explicou que faria uma espécie de narrativa, um depoimento resumido de sua experiência como leitor de Bandeira.

Apresentou aos leitores um pouco da vida do poeta para, a partir de sua trajetória, comentar alguns dos poemas que tiveram especial significado no conjunto da obra bandeiriana. Às vezes recitando de memória, às vezes lendo a partir do telão, o crítico fez um panorama amplo da poesia de Bandeira não apenas para a literatura brasileira, mas em todo o seu significado na importância da valorização do momento de alumbramento e do cotidiano, do humilde na poesia.

Muitos escritores que participarão da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) acompanharam a conferência de Arrigucci Jr. Foi o caso do escritor Milton Hatoum, sentado na segunda fileira; Edson Nery da Fonseca, que foi aplaudido pelo crítico; os poetas Angélica Freitas e Heitor Ferraz. O chinês Ma Jian também estava presente à conferência e acompanhou auxiliado com tradução simultânea.

Após a abertura de Arrigucci Jr., a cantora Adriana Calcanhotto entrou no palco, por volta das 22h, e começou o show com a leitura de Poética", um dos poemas mais conhecidos de Bandeira. Cantou músicas de seu novo CD, "Maré", misturadas com sucessos de sua carreira, como "Mentiras" e "Cores".

O ponto alto do show aconteceu quando Calcanhotto, lembrando a Flip de 2004 --na qual ela também fez o show de abertura - cantou "Eu Sei que Vou te Amar", e foi acompanhada pelo público. O crítico musical norte-americano Alex Ross, que participa da Flip no sábado, assistiu ao show inteiro ao lado de seu companheiro, Jonathan. Ambos disseram à Folha Online terem gostado da música de Calcanhoto. Ross afirmou ainda estar encantado com Paraty.

 

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