Publicidade

Ilustrada
03/07/2009 - 22h31

Noite de autógrafos de Chico na Flip leva mulheres à histeria

Publicidade

LIGIA BRASLAUSKAS
Editora da Folha Online

ANAÍSA CATUCCI
Colaboração para a Folha Online

TERESA CHAVES
Colaboração para a Folha Online

Mulheres enlouquecidas gritando "Chico!", "Chico!", "Chico!" Pessoas trepadas em árvores, velhinhas sendo retiradas por seguranças por tentarem furar a fila e ambulantes paralisados, só observando, sem vender nada.

Isso tudo é o reflexo da passagem de Chico Buarque pela 7ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), na noite desta sexta-feira (3). Após participar da mesa "Sequências Brasileiras", que dividiu com o escritor Milton Hatoum, ambos partiram para autógrafos, e aí se formou a confusão.

Conseguir uma aproximação com Chico tornou-se algo muito precioso em Paraty. Fãs, curiosos, fotógrafos, jornalistas, todos queriam falar com a personalidade do dia. Pessoas subiram em árvores para tentar enxergar o autor, que estava na tenda de autógrafos da Flip. Outros esticavam os braços para tentar conseguir uma imagem melhor. Houve até gente que levou banquinho para ter vantagem sobre os outros fãs na hora de dar uma olhadinha no ídolo.

Muitos preferiram ficar na fila a assistir o debate pelo telão, a fim de garantir uma posição privilegiada entre as cem pessoas que receberam senhas para chegar perto de Chico. A fila, que começou antes do início do debate, às 19h, reuniu centenas de pessoas.

Para organizar a fila, a produção do evento distribuiu o primeiro lote com cem números de senhas, a partir das 19h30. A senha número 47 era da professora Rosa Maria Braia, 64. "Sou muito fã e apaixonada pelo Chico, não consegui ingresso, então prefiro tentar uma assinatura no meu livro para ficar mais perto dos olhos encantadores do Chico. As letras das músicas são verdadeiros poemas, um charme especial, é isso que estimula ficar aqui na fila", disse.

O número 93 era de Thales Cunha, 20, que conseguiu o autógrafo do autor após ficar mais de duas horas na fila. Cunha comprou passagem de ônibus direto do Rio e desembarcou na cidade exclusivamente para tentar um autógrafo.

Já o produtor editorial Guilherme Bernardo, 23, disse acreditar que o interesse das pessoas é só pelo contato com Chico e que mesmo sem senha tentaria um autógrafo com Milton Hatoum. "Antes de começar o debate percebemos que já havia fila, então optamos por enfrentar a fila e assistir ao debate somente depois, pela internet, para garantir um autógrafo do Hatoum", disse.

Comentários dos leitores
suerly gonçcalves (20) 05/07/2009 02h54
suerly gonçcalves (20) 05/07/2009 02h54
AA musa Cláudia Ohana jamais poderia ter sido barrada no acesso a tenda, ainda mais no encosto do casal de escritores. Isso não se faz. Algum problemático a barrou. Faltaram-lhe conhecimentos necessários da importante contribuição dela na sala, ou tratou-se de caso de birra? Se verificar o vídeo e câmeras de segurança, verão que outros personagens ingressaram, antes e após. A norma deve ser aplicada com bom senso. Não pode ser no pontapé. Nem um juiz está mais autorizado a punir sem fornecer as devidas explicações para o réu ou vítima. Isso é respeito à cidadania. Diante da norma de igualdade de todos, privilegie a contribuição importante. A aceitação é o primeiro passo. O sentido poderá vir depois. Seus...
suerly gonçalves veloso
sugonl@uol.com.br
sem opinião
avalie fechar
Paulo Pinto (14) 04/07/2009 20h58
Paulo Pinto (14) 04/07/2009 20h58
Chico é Deus..pena que pessoas de baixo nível não tenham acesso à sua cultura
Taí a Ivete Sangalo, pagodes e sertanejos para agradarem esses coitados.
Fiquem com eles e eu com o Chico
1 opinião
avalie fechar
Diocleciano Campos (138) 04/07/2009 17h56
Diocleciano Campos (138) 04/07/2009 17h56
OLHA AÍ
AI, OLHA AÍ, OLHA AÍ
OLHA, AÍ
É O MEU GURI
Além de excelente compositor, também o é escritor.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (10)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca