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Ilustrada
05/04/2006 - 14h15

Geladeiras viram obras de arte na Bienal de Havana

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da Ansa, em Havana

Uma proposta de artistas cubanos transformou cerca de 50 refrigeradores dos anos 40 e 50, consideradas verdadeiras relíquias, em outras tantas obras de arte que evocam carros clássicos, ataúdes, cadeados e latas de cerveja gigantescas.

Na 9ª Bienal de Arte que acontece em Havana até 27 de abril, "Manual de Instruções" está entre as idéias mais originais, com a premissa de transformar as geladeiras antigas ("fríos", como são chamadas em Cuba) em arte.

"São 52 geladeiras que sofreram intervenção de 55 artistas cubanos, seis deles residentes no exterior", disse Mario Miguel González ("Mayito"), um dos produtores do projeto ao lado do artista local Roberto Fabelo.

Trabalhados a óleo, acrílico, areia, folha de palmeiras e latão, entre outros materiais, os refrigeradores (quase todos de marcas norte-americanas, como Westinghouse e Frigidaire), surpreendem, ao virarem um carro, um imenso coração atravessado por uma flecha ou um caixão.

"Good Bye Rocco", por exemplo, é a obra que o ator Jorge Perugorría que transformou a geladeira Rocco (do filme "Morango e Chocolate") em um ataúde azul com véus brancos salpicados de girassóis e um motor no lugar do corpo a ser velado. Uma gigantesca lata de cerveja Cristal é a obra de Miguel Leiva, enquanto que Eulises Niebla converteu o seu artefato em um cadeado com chave e tudo, intitulado "High Security".

Inaugurada em 27 de março e com mais de uma centena de exposições, performances e projetos de cerca de 230 artistas de 52 países, a 9ª Bienal de Artes Plásticas se estenderá até 27 de abril, nesta edição que tem como tema "dinâmicas da cultura urbana".

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