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CNBB recomenda veto ao filme "O Código Da Vinci"
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da Agência Folha, em Salvador
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Geraldo Majella Agnelo, 71, disse hoje que os católicos não devem assistir ao filme "O Código Da Vinci", que tem estréia mundial marcada para 19 de maio.
| Divulgação |
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| Tom Hanks e Audrey Tautou estrelam "O Código Da Vinci" |
Em uma nota distribuída na Catedral Basílica de Salvador, onde falou sobre os preparativos da igreja para a Semana Santa, d. Geraldo Majella fez duras críticas ao livro.
"Alertamos, portanto, que a obra, no seu gênero fantasioso, apresenta uma imagem profundamente distorcida de Jesus Cristo, que está em contraste com as pesquisas e afirmações de estudiosos de diversas áreas das ciências humanas, da teologia e dos estudos bíblicos, ao longo de 2.000 anos de história do cristianismo."
D. Geraldo Majella disse que às vésperas do Natal e da Semana Santa sempre aparecem obras "para ser vendidas e ganhar dinheiro", contendo "afirmações levianas e até com engodo muito bem feito, levando a dúvida e a perplexidade às pessoas".
"É lamentável que a obra, com roupagem pseudo-científica, se ponha a versar de maneira leviana e desrespeitosa sobre convicções tão sagradas para os cristãos. Muitos cristãos sentem-se feridos em sua fé e nas convicções que lhes são profundamente caras", diz a nota assinada por d. Geraldo Majella.
"Outras pessoas são induzidas à dúvida sobre verdades da fé pregadas pela igreja, desde sua origem, e transmitidas de geração em geração, com zelosa fidelidade à doutrina dos apóstolos. Ainda outras são levadas, inclusive, a levantar suspeitas sobre a honestidade da igreja nas afirmações de fé sobre Jesus Cristo, seu divino fundador."
Segundo o presidente da CNBB, os católicos interessados em ver o filme "devem ser alertados". "Diante disso, afirmamos, com toda convicção, que a igreja, de forma alguma, ocultou no passado, nem oculta no presente, a verdade sobre Jesus Cristo e sobre a origem dela própria. A igreja não pode deixar de afirmar o sagrado patrimônio das verdades a respeito de Jesus Cristo e sobre si mesma, que ela recebeu dos apóstolos", diz um trecho da nota da CNBB, assinada pelo cardeal.
Na opinião do presidente da CNBB, o livro e o filme são obras de ficção, "que não retratam a história de Jesus, nem da igreja". "Não se pode atribuir verdade às afirmações claras ou veladas do autor. O que é fantasia deve ser lido e entendido como fantasia. As únicas fontes dignas de fé sobre a vida de Jesus e o início da igreja são os textos do Novo Testamento, da Bíblia. A história da igreja, depois dos apóstolos, está retratada em obras de caráter histórico, cujas afirmações são respaldadas pelo rigor do método histórico."
Aos interessados em conhecer a verdade sobre a igreja, d. Geraldo Majella Agnelo recomendou a leitura de "bons" livros de história. "Por outro lado, a leitura de algum bom livro de história da igreja --e existem muitos-- poderá ajudar a conhecer a verdade histórica sobre a igreja, que não é oculta nem subtraída ao conhecimento de quem quer que seja", diz o último trecho da nota da CNBB, assinada pelo seu presidente.
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