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09/05/2006 - 19h57

Deputado quer proibir "O Código da Vinci" no Brasil

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DIÓGENES MUNIZ
da Folha Online

O deputado federal Salvador Zimbaldi (PSB-SP) quer impedir que o filme "O Código Da Vinci", inspirado no best-seller de Dan Brown, seja exibido no Brasil. Segundo ele, "a obra é uma afronta à fé cristã", já que coloca em xeque as histórias oficiais de Jesus Cristo e de toda a Igreja Católica. O filme tem estréia marcada para dia 19 deste mês.

Para Zimbaldi --membro da Renovação Carismática Católica há 25 anos--, o caráter ficcional do livro de Dan Brown não diminui seus efeitos "perniciosos".

"O problema é que o autor tenta dizer que descobriu uma verdade. Dan Brown é um inventor de coisas e de fatos, porque a verdade que é conhecida ao longo dos séculos é a da Bíblia Sagrada", afirma.

"Pensei em acionar o STF (Supremo Tribunal Federal), mas descobri que não seria possível. Então, entramos com uma medida cautelar na 2º Vara Cível do Fórum Regional de Santo Amaro (em São Paulo) contra a produtora e distribuidora Sony Pictures".

A medida cautelar foi recusada e o advogado de Zimbaldi, Affonso Pinheiro, já apresentou apelação. O resultado sai em 48 horas.

Inconstitucionalidade

Zimbaldi e seu advogado alegam que tanto o livro quanto o filme "agridem a liberdade de crença", o que é inconstitucional. Outros fatores contrários à Constituição, segundo Zimbaldi, são "os atentados a fatos históricos que fazem parte da colonização do Brasil."

A história do filme se concentra na tese de que Jesus Cristo se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho e cuja descendência continuou até a atualidade, protegida por uma ordem secreta conhecida como Priorado de Sião.

Por causa da possibilidade desse casamento, o grupo conservador católico Opus Dei estaria assassinando seus descendentes para proteger tal segredo.

Censura

O deputado nega que esteja tentando censurar o filme. "Não há censura neste caso, mas sim defesa da verdade. O direito de um termina onde começa o de outro", afirma.

Zimbaldi diz estar cumprindo com seu "papel de deputado, cristão e católico.". "Só estou fazendo minha parte, assim como o Opus Dei na Inglaterra está brigando judicialmente".

Procurada pela Folha Online, a produtora e distribuidora de "O Código da Vinci", a Sony Pictures, ainda não se pronunciou sobre o caso.

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