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07/11/2009 - 10h03

Saiba mais sobre Anselmo Duarte, que morreu hoje aos 89 anos

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da Folha Online

Anselmo Duarte Bento nasceu em Salto, no interior de São Paulo, e consagrou-se como diretor de "O Pagador de Promessas", único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

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O primeiro contato de Duarte com o mundo do cinema foi aos 10 anos, quando começou a trabalhar como molhador de tela em sessões de cinema mudo. Sua função era umedecer o painel esquentado pelo projetor, evitando incêndios.

Aos 22 anos, participou como figurante de "It's All True", filme inacabado do cineasta norte-americano Orson Welles. Em 1947, Duarte atuou em seu primeiro longa, "Não Me Digas Adeus", de Luis Moglia Barth.

Daniel Guimarães/Folha Imagem
O cineasta Anselmo Duarte em seu apartamento na cidade de Salto, interior
Anselmo Duarte em seu apartamento na cidade de Salto, em São Paulo; diretor foi homenageado pelo Festival de Cannes em 1997

Dois anos mais tarde, finalizou o roteiro de "Carnaval no Fogo", filme que contou com Grande Otelo e Oscarito no elenco. Casou-se em 1949 com a atriz Ilka Soares, separando-se sete anos mais tarde.

Contratado pela Companhia Vera Cruz, principal estúdio cinematográfico brasileiro da década de 50, escreveu, dirigiu e atuou em diversos filmes, com destaque para "Tico-Tico no Fubá", "Sinhá Moça" e "Absolutamente Certo".

Seu maior sucesso, "O Pagador de Promessas", foi concluído em 1962. O filme com Glória Menezes e Leonardo Villar desbancou títulos de Luis Buñuel e Michelangelo Antonioni e conquistou o prêmio máximo do Festival de Cannes, além de receber uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Na época, o cineasta entrou em atrito com os principais expoentes do Cinema Novo, que acusavam o diretor de realizar apenas filmes comerciais e de apelar à estética de Hollywood.

Durante a década de 70, dirigiu atores como Pepita Rodrigues, Jorge Dória, Lucélia Santos, Lima Duarte e Stênio Garcia em diversas produções. Entretanto, seus filmes não alcançaram o mesmo sucesso de crítica e público de suas obras anteriores.

Na década seguinte, deixou a direção e participou de poucos projetos como ator, entre eles os filmes "Tensão no Rio" e "Bela Adormecida". Em 1987, encerrou a carreira cinematográfica e voltou a viver em Salto, onde a prefeitura local criou a Semana Anselmo Duarte.

Em 1997, os organizadores do 50º Festival de Cannes prestaram uma homenagem a todos os vencedores da Palma de Ouro, convidando Duarte para participar do evento na França.

Criado em 2008 por seu filho, Ricardo Duarte, o Instituto Anselmo Duarte ajuda a preservar e divulgar o legado do cineasta paulista.

O cineasta será enterrado na cidade de Salto neste domingo, mas o local do velório ainda não foi definido.

Comentários dos leitores
Luiz Fracarolli (1) 08/11/2009 15h34
Luiz Fracarolli (1) 08/11/2009 15h34
Anselmo, muitas palmas de ouro prá vc. Nesta repúbliquinha de bananas só valem os exxxxpertos, os safados, os ignorantes. Fique com Deus, sem opinião
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O Brasil infelizmente perde um de seus maiores principes cinemáticos de todos os tempo. Que sua partida seja reconhecida e que sua história seja lembrada por todas as gerações.
Anselmo Duarte, voce é motivo de orgulho para o nosso cinema. Que Deus esteja contigo!
sem opinião
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Gloria Paulino (3) 08/11/2009 10h30
Gloria Paulino (3) 08/11/2009 10h30
Um BEIJO, ANSELMO DUARTE. Gloria. sem opinião
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