18/06/2006
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19h23
O "Gay Day" reuniu neste domingo cerca 8.000 participantes no parque temático Hopi Hari, em Vinhedo (79 km a noroeste de SP). O número ficou abaixo da expectativa dos organizadores, que esperavam 18 mil visitantes, mas acima da última edição realizada no local --7.000, em 2004. No ano passado, o evento foi no Playcenter.
Segundo a assessoria do evento, a realização do jogo da seleção brasileira contra a Austrália na Copa do Mundo da Alemanha deve ter sido o principal motivo de um público abaixo da expectativa. Ou seja, os participantes do 10ª Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), principal alvo dos organizadores, evitaram deixar a capital rumo ao parque temático.
Durante a exibição da partida, diversas atrações do parque foram interrompidas. Outras funcionaram normalmente como, por exemplo, a famosa montanha russa com estrutura em madeira e a torre Eiffel, um elevador que despenca de uma altura equivalente a 23 andares.
Havia telões em algumas áreas do parque. O público desta edição do "Gay Day" torceu pela seleção brasileira vestindo principalmente camiseta verde e amarela. Alguns levaram bandeira do Brasil e do arco-íris, símbolo do movimento homossexual.
De acordo com a assessoria, não houve registro de incidentes durante o evento, que foi animado por DJs e a drag Silvetty Montilla. Também animaram o evento diversas drags que abusaram da maquiagem e do figurino em nome da diversidade sexual e da alegria. Alguns casais de homossexuais andavam de mãos dadas e abraçados.
O dia ensolarado, com temperatura de 23ºC, incentivou a exibição dos corpos, com muita gente sem camisa--principalmente os sarados e as "barbies" (musculosos) --, deixando a marca da cueca (como Foch, Calvin Klein, Dolce & Gabbana) exposta, acima do cós das calças e bermudas. Cabelos tingidos ou alisados com chapinha fizeram a cabeça de muita gente no parque. Óculos escuros de marcas como Chilli Beans, Ray Ban e Versace também foram bastante usados.
Preços
A realização do "Gay Day" um dia após a parada pode também ter prejudicado o evento no Hopi Hari. Alguns participantes preferiram cair na noite após o desfile na av. Paulista e rua da Consolação. Diversas boates ficaram abertas até a manhã do domingo. Ou seja, muita gente acabou tirando o resto do domingo para descansar e dormir.
Havia até a dificuldade do transporte. Os organizadores do Gay Day colocaram ônibus saindo de São Paulo às 9h, um horário considerado muito cedo para quem passou a madrugada dançando e bebendo nas boates.
O preço do ingresso também não era muito convidativo. A entrada custava R$ 34 (compra antecipada) e R$ 42 (no dia, na bilheteria). Muitos turistas gastaram demais nas festas da parada e evitaram mais despesas com uma ida ao parque. Quem foi de carro teve de pagar ainda R$ 10,20 com os pedágios de ida e volta, além do estacionamento (R$ 12).
Brincadeiras
As mensagens repetidas pelos operadores dos brinquedos do Hopi Hari provocaram muitos risos entre os gays.
"Prenda a trava. Solte a trava [equipamento de segurança dos brinquedos]" eram interpretadas, com bom humor, como "Prenda a travesti. Solte a travesti".
Na gíria gay, "trava" é sinônimo de travesti. Em brinquedos radicais, que colocam a pessoa de cabeça para baixo, dando giros no ar, houve casos em que perucas se soltavam, caindo no chão.
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da Folha OnlineO "Gay Day" reuniu neste domingo cerca 8.000 participantes no parque temático Hopi Hari, em Vinhedo (79 km a noroeste de SP). O número ficou abaixo da expectativa dos organizadores, que esperavam 18 mil visitantes, mas acima da última edição realizada no local --7.000, em 2004. No ano passado, o evento foi no Playcenter.
Segundo a assessoria do evento, a realização do jogo da seleção brasileira contra a Austrália na Copa do Mundo da Alemanha deve ter sido o principal motivo de um público abaixo da expectativa. Ou seja, os participantes do 10ª Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), principal alvo dos organizadores, evitaram deixar a capital rumo ao parque temático.
Durante a exibição da partida, diversas atrações do parque foram interrompidas. Outras funcionaram normalmente como, por exemplo, a famosa montanha russa com estrutura em madeira e a torre Eiffel, um elevador que despenca de uma altura equivalente a 23 andares.
Havia telões em algumas áreas do parque. O público desta edição do "Gay Day" torceu pela seleção brasileira vestindo principalmente camiseta verde e amarela. Alguns levaram bandeira do Brasil e do arco-íris, símbolo do movimento homossexual.
De acordo com a assessoria, não houve registro de incidentes durante o evento, que foi animado por DJs e a drag Silvetty Montilla. Também animaram o evento diversas drags que abusaram da maquiagem e do figurino em nome da diversidade sexual e da alegria. Alguns casais de homossexuais andavam de mãos dadas e abraçados.
O dia ensolarado, com temperatura de 23ºC, incentivou a exibição dos corpos, com muita gente sem camisa--principalmente os sarados e as "barbies" (musculosos) --, deixando a marca da cueca (como Foch, Calvin Klein, Dolce & Gabbana) exposta, acima do cós das calças e bermudas. Cabelos tingidos ou alisados com chapinha fizeram a cabeça de muita gente no parque. Óculos escuros de marcas como Chilli Beans, Ray Ban e Versace também foram bastante usados.
Preços
A realização do "Gay Day" um dia após a parada pode também ter prejudicado o evento no Hopi Hari. Alguns participantes preferiram cair na noite após o desfile na av. Paulista e rua da Consolação. Diversas boates ficaram abertas até a manhã do domingo. Ou seja, muita gente acabou tirando o resto do domingo para descansar e dormir.
Havia até a dificuldade do transporte. Os organizadores do Gay Day colocaram ônibus saindo de São Paulo às 9h, um horário considerado muito cedo para quem passou a madrugada dançando e bebendo nas boates.
O preço do ingresso também não era muito convidativo. A entrada custava R$ 34 (compra antecipada) e R$ 42 (no dia, na bilheteria). Muitos turistas gastaram demais nas festas da parada e evitaram mais despesas com uma ida ao parque. Quem foi de carro teve de pagar ainda R$ 10,20 com os pedágios de ida e volta, além do estacionamento (R$ 12).
Brincadeiras
As mensagens repetidas pelos operadores dos brinquedos do Hopi Hari provocaram muitos risos entre os gays.
"Prenda a trava. Solte a trava [equipamento de segurança dos brinquedos]" eram interpretadas, com bom humor, como "Prenda a travesti. Solte a travesti".
Na gíria gay, "trava" é sinônimo de travesti. Em brinquedos radicais, que colocam a pessoa de cabeça para baixo, dando giros no ar, houve casos em que perucas se soltavam, caindo no chão.
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