19/06/2006
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09h29
A cultura do automóvel está mais presente do que nunca nas telas de Hollywood com "Carros", além de "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio" e um filme de humor sobre rodas com Will Ferrell.
A paixão automobilística está no coração dos cinéfilos, a julgar pelos US$ 84 milhões arrecadados por "Carros" --desenho dos estúdios Pixar-- em sua primeira semana de estréia. O criador do filme, John Lasseter, reconhece que seu filme reflete suas duas paixões, a animação e o automobilismo.
E, de acordo com a bilheteria do filme, muitos espectadores sentem o
mesmo."A única coisa parecida entre ser ator e ser piloto de corridas é
a concentração", disse Paul Newman. Com 81 anos e ainda
pilotando carros de corridas, o ator dá voz, alma e velocidade a um
dos personagens de "Carros".
A trama desta animação é ambientada em um mundo sem humanos, onde
os veículos reinam sobre a terra, as cidades têm nomes como "Radiator Springs", os insetos são pequenos fuscas e as montanhas têm forma de automóvel.
Essa mesma obsessão pelo volante é vista em "Velozes e furiosos: Desafio em Tóquio", o terceiro filme da série que ficou famosa no mundo todo. Trata-se de um filme onde o menos importante são seus protagonistas humanos, que nem são os mesmos das versões anteriores, protagonizada por Vin Diesel e Michelle Rodríguez.
O importante são os carros e, certamente, em "Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio", o protagonista é a derrapagem.O coordenador de corridas do filme, Dennis McCarthy, disse que o filme é "como 'Karatê Kid 2', onde o carro é uma metáfora, um americano com coração japonês".
Os espectadores acabam se identificando com o filme que, apesar da advertência incluída na fita de que o "drifting" --as derrapagens-- é coisa para profissionais. Já gastam US$ 750 milhões nessa nova moda automobilística que chamou a atenção de Hollywood.
Fórmula
Não deixa de ser uma ironia a paixão de Hollywood pelos carros, no momento em que o preço da gasolina está no nível mais alto da história americana. Outros filmes recentes como "RV", a última comédia de Robin
Williams, também baseavam suas histórias no mundo do automóvel, embora não tenham obtido tanto sucesso assim. Lasseter reconheceu que o segredo de "Carros" é o chamado "fator Nancy", referindo-se à esposa.
"Disseram-me para fazer o filme pensando em todos que, como ela,
não gostam de carros", disse o diretor, que tem um Jaguar, dirige um
Mercedes esportivo e leva a família em um "trailer com DVD".
A fórmula deu resultado, a julgar pela análise da bilheteria do último fim de semana, onde a porcentagem de homens e mulheres nos cinemas ficou meio a meio.
O humorista Will Ferrell também conta com isso quando seu filme
estrear nos EUA, "Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby", em 4
de agosto.
Sua nova comédia se passa em um circuito de corridas onde Ferrell é Ricky Bobby, um motorista medroso que deverá enfrentar seu único temor na pista.
A comédia busca combinar os elementos que fizeram de seu sucesso anterior ("O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy") um sucesso de bilheteria, com uma trama automobilística que aproveita a moda de
Hollywood, mas sem deixar o público feminino de lado.
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da Efe, em Los AngelesA cultura do automóvel está mais presente do que nunca nas telas de Hollywood com "Carros", além de "Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio" e um filme de humor sobre rodas com Will Ferrell.
A paixão automobilística está no coração dos cinéfilos, a julgar pelos US$ 84 milhões arrecadados por "Carros" --desenho dos estúdios Pixar-- em sua primeira semana de estréia. O criador do filme, John Lasseter, reconhece que seu filme reflete suas duas paixões, a animação e o automobilismo.
E, de acordo com a bilheteria do filme, muitos espectadores sentem o
mesmo."A única coisa parecida entre ser ator e ser piloto de corridas é
a concentração", disse Paul Newman. Com 81 anos e ainda
pilotando carros de corridas, o ator dá voz, alma e velocidade a um
dos personagens de "Carros".
A trama desta animação é ambientada em um mundo sem humanos, onde
os veículos reinam sobre a terra, as cidades têm nomes como "Radiator Springs", os insetos são pequenos fuscas e as montanhas têm forma de automóvel.
Essa mesma obsessão pelo volante é vista em "Velozes e furiosos: Desafio em Tóquio", o terceiro filme da série que ficou famosa no mundo todo. Trata-se de um filme onde o menos importante são seus protagonistas humanos, que nem são os mesmos das versões anteriores, protagonizada por Vin Diesel e Michelle Rodríguez.
O importante são os carros e, certamente, em "Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio", o protagonista é a derrapagem.O coordenador de corridas do filme, Dennis McCarthy, disse que o filme é "como 'Karatê Kid 2', onde o carro é uma metáfora, um americano com coração japonês".
Os espectadores acabam se identificando com o filme que, apesar da advertência incluída na fita de que o "drifting" --as derrapagens-- é coisa para profissionais. Já gastam US$ 750 milhões nessa nova moda automobilística que chamou a atenção de Hollywood.
Fórmula
Não deixa de ser uma ironia a paixão de Hollywood pelos carros, no momento em que o preço da gasolina está no nível mais alto da história americana. Outros filmes recentes como "RV", a última comédia de Robin
Williams, também baseavam suas histórias no mundo do automóvel, embora não tenham obtido tanto sucesso assim. Lasseter reconheceu que o segredo de "Carros" é o chamado "fator Nancy", referindo-se à esposa.
"Disseram-me para fazer o filme pensando em todos que, como ela,
não gostam de carros", disse o diretor, que tem um Jaguar, dirige um
Mercedes esportivo e leva a família em um "trailer com DVD".
A fórmula deu resultado, a julgar pela análise da bilheteria do último fim de semana, onde a porcentagem de homens e mulheres nos cinemas ficou meio a meio.
O humorista Will Ferrell também conta com isso quando seu filme
estrear nos EUA, "Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby", em 4
de agosto.
Sua nova comédia se passa em um circuito de corridas onde Ferrell é Ricky Bobby, um motorista medroso que deverá enfrentar seu único temor na pista.
A comédia busca combinar os elementos que fizeram de seu sucesso anterior ("O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy") um sucesso de bilheteria, com uma trama automobilística que aproveita a moda de
Hollywood, mas sem deixar o público feminino de lado.
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