14/07/2006
-
09h19
do Guia da Folha
"Transamérica", filme de estréia de Duncan Tucker, funde em uma só narrativa três temas típicos do cinema independente americano: a questão da identidade sexual, a viagem de transformação pessoal e o problema das famílias disfuncionais.
Prestes a fazer uma operação para mudar de sexo (masculino para feminino), a transexual Bree (a atriz Felicity Huffman, da série "Desperate Housewives") descobre ser pai de um adolescente, fruto de uma relação casual de anos atrás, que está preso em Nova York.
Para autorizar a operação, a psicóloga de Bree a obriga a conhecer o filho Toby (Kevin Zegers). Ela vai até Nova York e liberta o rapaz, que trabalhava como garoto de programa. Mas, em vez de contar que é seu pai, ela finge ser uma missionária cristã.
Os dois decidem viajar juntos de carro até a Califórnia. Ela quer apenas realizar sua operação. Ele sonha em se tornar um astro de filmes pornô. No caminho, eles se conhecem melhor, visitam os pais de Bree e passam por uma série de desventuras.
Com um assunto delicado em mãos como o transexualismo, o diretor chega a um admirável equilíbrio entre drama e comédia, entre o peso da história e a leveza narrativa. Tucker consegue evitar tanto o proselitismo quanto a caricatura (de filmes como "Priscilla, a Rainha do Deserto"). Para tanto, ele conta com a ajuda da interpretação segura e precisa de Huffman, indicada com justiça para o Oscar de melhor atriz neste ano.
Mas existe um preço para tamanha sensatez: apesar da produção independente e dos temas polêmicos, o resultado de "Transamérica" fica muito próximo ao de um filme hollywoodiano convencional. Ao decidir não ofender ninguém, o diretor consegue entreter, mas não provocar.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a atriz Felicity Huffman
Diretor equilibra drama e comédia em "Transamérica"
Publicidade
RICARDO CALILdo Guia da Folha
"Transamérica", filme de estréia de Duncan Tucker, funde em uma só narrativa três temas típicos do cinema independente americano: a questão da identidade sexual, a viagem de transformação pessoal e o problema das famílias disfuncionais.
Prestes a fazer uma operação para mudar de sexo (masculino para feminino), a transexual Bree (a atriz Felicity Huffman, da série "Desperate Housewives") descobre ser pai de um adolescente, fruto de uma relação casual de anos atrás, que está preso em Nova York.
Para autorizar a operação, a psicóloga de Bree a obriga a conhecer o filho Toby (Kevin Zegers). Ela vai até Nova York e liberta o rapaz, que trabalhava como garoto de programa. Mas, em vez de contar que é seu pai, ela finge ser uma missionária cristã.
Os dois decidem viajar juntos de carro até a Califórnia. Ela quer apenas realizar sua operação. Ele sonha em se tornar um astro de filmes pornô. No caminho, eles se conhecem melhor, visitam os pais de Bree e passam por uma série de desventuras.
Com um assunto delicado em mãos como o transexualismo, o diretor chega a um admirável equilíbrio entre drama e comédia, entre o peso da história e a leveza narrativa. Tucker consegue evitar tanto o proselitismo quanto a caricatura (de filmes como "Priscilla, a Rainha do Deserto"). Para tanto, ele conta com a ajuda da interpretação segura e precisa de Huffman, indicada com justiça para o Oscar de melhor atriz neste ano.
Mas existe um preço para tamanha sensatez: apesar da produção independente e dos temas polêmicos, o resultado de "Transamérica" fica muito próximo ao de um filme hollywoodiano convencional. Ao decidir não ofender ninguém, o diretor consegue entreter, mas não provocar.
Especial

