19/07/2006
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12h40
com Folha Online
Confira depoimento sobre o ator Raul Cortez, que morreu às 20h15 de terça-feira (18), aos 73 anos, no hospital Sírio-Libanês, em razão de "complicações relacionadas a um câncer na região abdominal", segundo informou o hospital em nota. Ele estava internado desde o último dia 30 de junho.
MARIA ADELAIDE AMARAL, escritora
"Era um prazer escrever para ele. 'JK' foi também uma homenagem a ele, mas nós ainda tínhamos projetos futuros. A vontade de viver [dele] era muito grande"
MARÍLIA GABRIELA, jornalista
"Fez parte de uma geração brilhante de intelectuais que pensaram o futuro do país"
SÉRGIO MAMBERTI , ator
"Nós tínhamos uma relação muito fraterna. Sempre admirei a forma apaixonada como ele vivia seus personagens. É uma perda muito grande para o teatro brasileiro. Ele se entregava muito aos personagens, tanto os bons quanto os endemoniados"
JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA, diretor de teatro, com quem trabalhou em "Pequenos Burgueses" e "As Boas"
"Era o nosso melhor ator vivo, a morte não combina com ele. Bebeu a vida em grandes goles. O Raul não tinha nada de politicamente correto, era temperamental, era vedete, era estrela. Eu não consigo dizer que ele era, porque será sempre"
ANTUNES FILHO, diretor de teatro, com quem trabalhou em "A Hora e a Vez de Augusto Matraga"
"A gente se amava, se detestava, às vezes ficava sem se falar, mas, quando nos encontrávamos, olhávamos um para o outro e nos divertíamos. É pena que não tenho mais esse cara para a gente brigar, se abraçar, fofocar..."
FERNANDA MONTENEGRO, atriz, com quem atuou em "O Outro Lado da Rua"
"Raul tinha uma inquietação criativa grande. Uma perda muito grande, para a qual não há peça de reposição"
BENEDITO RUY BARBOSA, autor das novelas globais "O Rei do Gado", "Terra Nostra" e "Esperança"
"Quando você tem um ator como ele na mão, é um casamento mental. Ele valorizou cada fala que dei a ele"
TÔNIA CARRERO, atriz
"Era capaz de "governar" qualquer texto. É uma perda legítima"
LIMA DUARTE, ator
"Fica um grande brilho pessoal. Morrem com ele mil personagens e uma página bonita e sensível do teatro"
AGUINALDO SILVA, autor de "Senhora do Destino"
"O Raul era uma das pessoas mais bem-educadas deste país. Temperamental, como todo artista, mas um gentleman"
LAURA CARDOSO, atriz
"Tive uma crise de choro quando soube. Ele era um ator gigantesco"
JOSÉ RENATO, diretor, com quem fez "Rasga Coração"
"O Raul era, principalmente, uma pessoa muito generosa, que batalhou junto com a gente da classe teatral em vários momentos"
MARCOS BERNSTEIN, cineasta que o dirigiu em "O Outro Lado da Rua" (2004)
"Raul trazia a energia do teatro para certos papéis televisivos, que fugiam ao naturalismo, sem extrapolar para o não-crível"
ALEXANDRE FROTA, ator
"Tive o prazer de trabalhar com Cortez em 'O Sorriso do Lagarto' [1991]. Moramos praticamente juntos por três meses em Parati"
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da Folha de S.Paulocom Folha Online
Confira depoimento sobre o ator Raul Cortez, que morreu às 20h15 de terça-feira (18), aos 73 anos, no hospital Sírio-Libanês, em razão de "complicações relacionadas a um câncer na região abdominal", segundo informou o hospital em nota. Ele estava internado desde o último dia 30 de junho.
MARIA ADELAIDE AMARAL, escritora
"Era um prazer escrever para ele. 'JK' foi também uma homenagem a ele, mas nós ainda tínhamos projetos futuros. A vontade de viver [dele] era muito grande"
MARÍLIA GABRIELA, jornalista
"Fez parte de uma geração brilhante de intelectuais que pensaram o futuro do país"
SÉRGIO MAMBERTI , ator
"Nós tínhamos uma relação muito fraterna. Sempre admirei a forma apaixonada como ele vivia seus personagens. É uma perda muito grande para o teatro brasileiro. Ele se entregava muito aos personagens, tanto os bons quanto os endemoniados"
JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA, diretor de teatro, com quem trabalhou em "Pequenos Burgueses" e "As Boas"
"Era o nosso melhor ator vivo, a morte não combina com ele. Bebeu a vida em grandes goles. O Raul não tinha nada de politicamente correto, era temperamental, era vedete, era estrela. Eu não consigo dizer que ele era, porque será sempre"
ANTUNES FILHO, diretor de teatro, com quem trabalhou em "A Hora e a Vez de Augusto Matraga"
"A gente se amava, se detestava, às vezes ficava sem se falar, mas, quando nos encontrávamos, olhávamos um para o outro e nos divertíamos. É pena que não tenho mais esse cara para a gente brigar, se abraçar, fofocar..."
FERNANDA MONTENEGRO, atriz, com quem atuou em "O Outro Lado da Rua"
"Raul tinha uma inquietação criativa grande. Uma perda muito grande, para a qual não há peça de reposição"
BENEDITO RUY BARBOSA, autor das novelas globais "O Rei do Gado", "Terra Nostra" e "Esperança"
"Quando você tem um ator como ele na mão, é um casamento mental. Ele valorizou cada fala que dei a ele"
TÔNIA CARRERO, atriz
"Era capaz de "governar" qualquer texto. É uma perda legítima"
LIMA DUARTE, ator
"Fica um grande brilho pessoal. Morrem com ele mil personagens e uma página bonita e sensível do teatro"
AGUINALDO SILVA, autor de "Senhora do Destino"
"O Raul era uma das pessoas mais bem-educadas deste país. Temperamental, como todo artista, mas um gentleman"
LAURA CARDOSO, atriz
"Tive uma crise de choro quando soube. Ele era um ator gigantesco"
JOSÉ RENATO, diretor, com quem fez "Rasga Coração"
"O Raul era, principalmente, uma pessoa muito generosa, que batalhou junto com a gente da classe teatral em vários momentos"
MARCOS BERNSTEIN, cineasta que o dirigiu em "O Outro Lado da Rua" (2004)
"Raul trazia a energia do teatro para certos papéis televisivos, que fugiam ao naturalismo, sem extrapolar para o não-crível"
ALEXANDRE FROTA, ator
"Tive o prazer de trabalhar com Cortez em 'O Sorriso do Lagarto' [1991]. Moramos praticamente juntos por três meses em Parati"
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