02/08/2006
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17h08
Desde que em 1971 gravaram o disco "Exile on Main Street" na França para não pagar as taxas altíssimas da sua terra natal (o Reino Unido), os Rolling Stones nunca tiveram bom relacionamento com o fisco. É o que se verifica em alguns documentos publicados recentemente.
Graças a uma astuta estratégia de sociedade offshore, os três integrantes originais da banda (Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts) desembolsaram em impostos apenas 3,9 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 15 milhões) sobre os 242 milhões (cerca de R$ 991 milhões) ganhos nos últimos 20 anos.
Desde 1972, segundo a imprensa britânica publica nesta quarta-feira, a banda depositou todo dinheiro proveniente de direitos autorais na Holanda onde, à diferença de outros países, não se aplicam taxas sobre royalties. Desde então, Jagger, Richards e Watts são de fato "exilados fiscais" e não podem considerar o Reino Unido como o seu país de residência.
Do acordo está excluído Wood que, não sendo um dos membros fundadores dos Stones, não pode administrar o próprio capital pela mesma sociedade holandesa usada pelos outros três.
Depois que em abril Richards teve que se submeter a uma operação cerebral delicada, após cair de uma árvore nas ilhas Fiji, Jagger, Richards e Watts decidiram instituir (sempre na Holanda) duas fundações que, em caso de morte, administrem a herança e evitem litígios entre os herdeiros. A lei holandesa exige que nestes casos algumas informações sobre o patrimônio se tornem públicas. Foi assim que os detalhes de suas operações financeiras vieram à tona.
Descobriu-se, assim, que em 1972 Jagger delegou como seu consultor financeiro o príncipe Rupert Zu Loewenstein, um banqueiro de Londres que sugeriu à banda a transferência do próprio capital para a Holanda. Atualmente, os royalties dos Stones são administrados pelo holding Promogroup, que tem escritórios tanto na Holanda como no Caribe, reduzindo ao mínimo a pressão fiscal. Além disso, muitas das decisões tomadas pela banda nas últimas décadas foram ditadas pela vontade de desembolsar ao fisco o mínimo possível.
Foi como Richards declarou recentemente para uma revista norte-americana: "Muito do que diz respeito aos negócios é ditado pelas leis fiscais em diferentes países. É por isso, por exemplo, que fazemos os testes no Canadá e não nos Estados Unidos. Muitas de nossas manobras são conseqüência das leis fiscais: aonde vamos, onde investimos o dinheiro."
A astúcia valeu a pena. Atualmente, a fortuna pessoal de Watts está em 80 milhões de esterlinas (cerca de R$ 327,6 milhões), a de Richards em 185 milhões (cerca de R$ 757,6 milhões) e a de Jagger em 205 milhões (R$ 839,5 milhões).
Mesmo sendo excluído da sociedade holandesa, nem Wood têm dificuldades. Graças a uma série de investimentos imobiliários bem-sucedidos, o guitarrista acumulou um patrimônio de 90 milhões de esterlinas (R$ 368 milhões).
A banda U2 seguiu recentemente o exemplo dos Stones, segundo os jornais "Independent" e "Daily Mail". Desde 1º de junho, a banda começou a depositar o dinheiro dos direitos autorais junto à holding dos Stones.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o Rolling Stones
Para ganhar mais, Rolling Stones se tornaram "exilados fiscais"
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da Ansa, em LondresDesde que em 1971 gravaram o disco "Exile on Main Street" na França para não pagar as taxas altíssimas da sua terra natal (o Reino Unido), os Rolling Stones nunca tiveram bom relacionamento com o fisco. É o que se verifica em alguns documentos publicados recentemente.
Graças a uma astuta estratégia de sociedade offshore, os três integrantes originais da banda (Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts) desembolsaram em impostos apenas 3,9 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 15 milhões) sobre os 242 milhões (cerca de R$ 991 milhões) ganhos nos últimos 20 anos.
Desde 1972, segundo a imprensa britânica publica nesta quarta-feira, a banda depositou todo dinheiro proveniente de direitos autorais na Holanda onde, à diferença de outros países, não se aplicam taxas sobre royalties. Desde então, Jagger, Richards e Watts são de fato "exilados fiscais" e não podem considerar o Reino Unido como o seu país de residência.
Do acordo está excluído Wood que, não sendo um dos membros fundadores dos Stones, não pode administrar o próprio capital pela mesma sociedade holandesa usada pelos outros três.
Depois que em abril Richards teve que se submeter a uma operação cerebral delicada, após cair de uma árvore nas ilhas Fiji, Jagger, Richards e Watts decidiram instituir (sempre na Holanda) duas fundações que, em caso de morte, administrem a herança e evitem litígios entre os herdeiros. A lei holandesa exige que nestes casos algumas informações sobre o patrimônio se tornem públicas. Foi assim que os detalhes de suas operações financeiras vieram à tona.
Descobriu-se, assim, que em 1972 Jagger delegou como seu consultor financeiro o príncipe Rupert Zu Loewenstein, um banqueiro de Londres que sugeriu à banda a transferência do próprio capital para a Holanda. Atualmente, os royalties dos Stones são administrados pelo holding Promogroup, que tem escritórios tanto na Holanda como no Caribe, reduzindo ao mínimo a pressão fiscal. Além disso, muitas das decisões tomadas pela banda nas últimas décadas foram ditadas pela vontade de desembolsar ao fisco o mínimo possível.
Foi como Richards declarou recentemente para uma revista norte-americana: "Muito do que diz respeito aos negócios é ditado pelas leis fiscais em diferentes países. É por isso, por exemplo, que fazemos os testes no Canadá e não nos Estados Unidos. Muitas de nossas manobras são conseqüência das leis fiscais: aonde vamos, onde investimos o dinheiro."
A astúcia valeu a pena. Atualmente, a fortuna pessoal de Watts está em 80 milhões de esterlinas (cerca de R$ 327,6 milhões), a de Richards em 185 milhões (cerca de R$ 757,6 milhões) e a de Jagger em 205 milhões (R$ 839,5 milhões).
Mesmo sendo excluído da sociedade holandesa, nem Wood têm dificuldades. Graças a uma série de investimentos imobiliários bem-sucedidos, o guitarrista acumulou um patrimônio de 90 milhões de esterlinas (R$ 368 milhões).
A banda U2 seguiu recentemente o exemplo dos Stones, segundo os jornais "Independent" e "Daily Mail". Desde 1º de junho, a banda começou a depositar o dinheiro dos direitos autorais junto à holding dos Stones.
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