11/08/2006
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09h50
do Guia da Folha
O comediante Adam Sandler tenta há tempos enobrecer sua imagem, rasteira desde que se consagrou no programa "Saturday Night Live" e em sucessos como "O Paizão" (99). Filmes como "Embriagado de Amor" (02), "Tratamento de Choque" (03) e "Como se Fosse a Primeira Vez" (04) denotaram sensibilidade do ator para textos mais elaborados. Mas a receita pisa em falso no mais recente "Click".
Realizado por Frank Coraci, que em 1998 dirigiu Sandler em "Afinado no Amor" e "O Rei da Água", o filme parece uma tentativa de o ator imitar Jim Carrey em "Todo Poderoso". O arquiteto workaholic Michael Newman adquire um controle remoto que avança e edita momentos de sua vida. De posse do instrumento, ele passa por cima dos momentos chatos e, claro, comete erros.
A premissa é interessante e poderia render uma fábula redentora no estilo Frank Capra. Mas a mão pesada de Coraci desequilibra a idéia. O drama que se instala no final naufraga a observação crítica antes insinuada. As boas possibilidades dão lugar a opções tolas. Sandler reitera sua imagem familiar, mas o faz em conceito paquidérmico, que aniquila qualquer sutileza. Carrey seguiu a fórmula com maior esmero.
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Comédia "Click" desperdiça premissa interessante
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CHRISTIAN PETERMANNdo Guia da Folha
O comediante Adam Sandler tenta há tempos enobrecer sua imagem, rasteira desde que se consagrou no programa "Saturday Night Live" e em sucessos como "O Paizão" (99). Filmes como "Embriagado de Amor" (02), "Tratamento de Choque" (03) e "Como se Fosse a Primeira Vez" (04) denotaram sensibilidade do ator para textos mais elaborados. Mas a receita pisa em falso no mais recente "Click".
Realizado por Frank Coraci, que em 1998 dirigiu Sandler em "Afinado no Amor" e "O Rei da Água", o filme parece uma tentativa de o ator imitar Jim Carrey em "Todo Poderoso". O arquiteto workaholic Michael Newman adquire um controle remoto que avança e edita momentos de sua vida. De posse do instrumento, ele passa por cima dos momentos chatos e, claro, comete erros.
A premissa é interessante e poderia render uma fábula redentora no estilo Frank Capra. Mas a mão pesada de Coraci desequilibra a idéia. O drama que se instala no final naufraga a observação crítica antes insinuada. As boas possibilidades dão lugar a opções tolas. Sandler reitera sua imagem familiar, mas o faz em conceito paquidérmico, que aniquila qualquer sutileza. Carrey seguiu a fórmula com maior esmero.
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