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06/10/2009 - 10h02

Suíça rejeita pedido de libertação de Roman Polanski

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da Associated Press, em Berna

O Ministério da Justiça suíço afirmou que rejeitou um recurso do cineasta Roman Polanski para ser libertado da prisão por conta da não resolução a respeito da extradição do diretor para os Estados Unidos.

Jean-Paul Pelissier/Reuters
Roman Polanski
Roman Polanski

O porta-voz do ministério, Folco Galli, afirmou à agência Associated Press que o governo considera que existe um alto risco de Polanski fugir caso seja libertado da custódia.

O recurso que pede a libertação do cineasta foi movido separadamente do processo apresentado na semana passada pelos advogados do Polanski. O processo também pede a liberdade do diretor.

Polanski foi preso em 26 de setembro quando chegava em Zurique, onde receberia um prêmio em um festival de cinema.

A prisão foi feita a pedido das autoridades norte-americanas, que querem que o cineasta seja extraditado por ter mantido relações sexuais com uma garota de 13 anos em 1977.

Processo

A recente detenção do cineasta está relacionada a um mandado de prisão emitido por autoridades norte-americanas em 1978, por suposta relação sexual com uma adolescente.

Polanski foi preso em 1970, acusado de ter relações sexuais e drogar uma adolescente de 13 anos durante uma sessão de fotos na casa do ator Jack Nicholson, em Hollywood.

Na época, ele afirmou que a adolescente já tinha experiência sexual e consentiu com o ato. Ele chegou a passar 42 dias na prisão, mas deixou o país antes de ser julgado.

Em maio deste ano, a Justiça de Los Angeles rejeitou oficialmente um pedido do cineasta de anular um processo.

O juiz Peter Espinoza, da Suprema Corte de Los Angeles, confirmou a sentença provisória de condenação.

O mesmo juiz afirmou em fevereiro do ano passado que poderia considerar o caso de Polanski na audiência deste ano se ele retornasse da França, onde reside atualmente. Mas o cineasta não compareceu ao julgamento.

A equipe de advogados de Polanski afirma que o júri do caso nos anos 70 atuou em conluio com a promotoria.

 

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