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01/09/2006 - 09h29

Shyamalan assina seu filme mais pessoal em "A Dama na Água"

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CHRISTIAN PETERMANN
do Guia da Folha

O cineasta M. Night Shyamalan se mantém fiel ao universo fantástico com vocação para dividir opiniões. Depois de "A Vila", ele desafia novamente os espectadores com "A Dama na Água", que parte de uma história de ninar escrita por ele para seus filhos. Fracasso de bilheteria nos EUA, onde a crítica achincalhou a obra, seu mais recente trabalho é um assumido conto de fadas e transita por delicada ingenuidade.

Shyamalan elabora um pequeno mistério doméstico em torno do zelador de um condomínio, Cleveland Heep (o ótimo Paul Giamatti), e uma ninfa que mora na piscina do local, Story (Bryce Dallas Howard, a garota cega de "A Vila") --o nome da personagem, história em inglês, já denota a opção pela fantasia.

Muitos acusam o roteiro de impertinência dramática. Não deixa de ser preocupante notar que, talvez sinal dos tempos, as pessoas ignorem ou ridicularizem mensagens otimistas e de rasgada singeleza. Shyamalan continua um excelente contador de histórias. Mas parece que ninguém quer ouvi-lo quando a palavra de ordem é de esperança no ser humano.

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