Osesp se diz "tranquila" com novos valores das assinaturas
MARCUS PRETO
THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo
Marcelo Lopes, diretor executivo da fundação Osesp, diz que a instituição está "completamente tranquila" em relação aos preços das assinaturas da temporada 2010.
Ele considera o aumento de 17% no valor dos ingressos individuais comprados na bilheteria uma forma de "alinhar os preços e deixá-los mais próximos aos de mercado para espetáculos congêneres".
Segundo Lopes, a taxa de gerenciamento das assinaturas foi criada para arcar custos de serviços a que apenas os assinantes têm direito, como acesso ao banco de ingressos, assinatura dos cadernos de programação, avisos de eventos, reposição dos ingressos em caso de perda e entrega a domicílio.
Outro benefício, ele afirma, é "a comodidade de ter um lugar cativo na plateia da sala". "Quando mantemos um assinante, estamos excluindo todos os outros cidadãos", diz. "É importante individualizar esses custos. Os benefícios têm que ser pagos por quem os usa".
Os assinantes alegam, no entanto, que esses serviços e benefícios já existiam antes e só agora passaram a ser cobrados.
Lopes considera a mudança parte da "curva de aprendizado" da Osesp. "É preciso aprimorar os serviços de forma mais justa e transparente."
A meia-entrada, afirma, continua preservada --ainda que, agora, "conforme determina a lei", ela não se acumule a outros descontos --como os valores reduzidos das assinaturas.
As vendas da temporada 2010 começaram ontem, às 8h. Segundo a Osesp, em apenas quatro horas, cerca de mil assinaturas foram vendidas. "É um recorde."
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