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03/11/2009 - 14h43

Veja a cronologia do antropólogo Claude Lévi-Strauss que morreu sábado

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da Folha Online

Claude Lévi-Strauss foi o criador da antropologia estrutural. Ao longo de sua trajetória acadêmica, lecionou em várias universidades, alternando a atividade com suas expedições e a produção literária. Conheça sua cronologia.

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28.nov.1908 - Claude Lévi-Strauss nasce em Bruxelas, na Bélgica. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy. Em 1909, a família, de origem judaica, muda-se para Paris

- 1927 - Inscreve-se em direito e faz curso de filosofia na Sorbonne

- 1932 - Casa-se com Dina Dreyfus

- 1933 - É nomeado para o liceu de Laon

Reprodução
Claude Lévi-Strauss em São Paulo, em 1935
Claude Lévi-Strauss em São Paulo, em 1935

- 1935 - Em fevereiro, embarca para o Brasil. Desembarca em Santos e passa a viver em São Paulo. Reside na rua Cincinato Braga, 395, entre a rua Carlos Sampaio e a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Assume a cadeira de sociologia na Universidade de São Paulo. Tem como colegas de trabalho o geógrafo Pierre Monbeig (1908-1987), o historiador Fernand Braudel (1902-1985) e o filósofo Jean Maugüé (1904-1985). Junto com a mulher, também etnóloga, faz a primeira viagem a Mato Grosso, onde inicia os estudos sobre os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras

- 1938 - Desiste da renovação do contrato na Universidade de São Paulo para consagrar-se a uma longa expedição pelo interior do Brasil

- 1939 - Volta à França e instala, no Museu do Homem, as coleções etnográficas recolhidas nos anos em que esteve no Brasil. Separa-se de Dina

- 1941 - Com o avanço da Segunda Guerra, decide partir para os EUA. Passa a viver em Nova York, onde ensina na New School for Social Research

- 1945 - Casa-se com Rose-Marie Ullmo. Deste casamento nasce Laurent. Após a guerra, torna-se conselheiro cultural da Embaixada francesa nos EUA

- 1947 - Retorna à França

- 1948 - Defende na Sorbonne a tese "As Estruturas Elementares do Parentesco" , que é publicada em 1949

- 1950 - Com o apoio da Unesco, viaja à Índia e ao Paquistão Oriental (atual Bangladesh). Assume a função de diretor de estudos na Escola Prática de Altos Estudos, na seção de ciências religiosas

- 1954 - Após o segundo divórcio, casa-se com Monique Roman

- 1955 - Publica "Tristes Trópicos" , autobiografia intelectual, narrativa de viagem ao Brasil e ensaio científico sobre os indígenas cadiuéus, bororos, nambiquaras e tupi-cavaíbas. A obra torna-se um clássico da etnologia e dos estudos sobre o país

- 1957 - Nascimento do filho Matthieu

- 1958 - Publica o volume 1 de "Antropologia Estrutural", dedicado à memória do francês Émile Durkheim (1858-1917), um dos fundadores das ciências sociais

- 1959 - É eleito para a cadeira de antropologia social no Collège de France, fundado em 1530 e uma das mais prestigiosas instituições de ensino da França

- 1960 - Funda, no Collège de France, o Laboratório de Antropologia Social

- 1961 - Cria, com colaboradores, a "L'Homme - Revue Française d'Anthropologie" (O Homem - Revista Francesa de Antropologia)

Reprodução
Claude Lévi-Strauss em foto de 1993
Claude Lévi-Strauss em foto de 1993

- 1962 - Publica "O Totemismo Hoje" e "O Pensamento Selvagem" --este último dedicado à memória do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-61)

- 1964-71 - Lévi-Strauss publica os quatro volumes das "Mitológicas"

1968 - Na França, é condecorado com a Medalha de Ouro do Centro Nacional de Pesquisas Sociais

- 1973 - Eleito para a Academia Francesa. Publica "Antropologia Estrutural 2", obra dedicada aos membros do Laboratório de Antropologia Social

- 1974 - Numa quinta-feira, 27 de junho, toma posse na Academia Francesa

- 1982 - Aposenta-se do Collège de France

- 1985 - Volta ao Brasil após 46 anos

- 1989 - O Museu do Homem organiza a exposição "As Américas de Claude Lévi-Strauss"

- 1994 - Publica "Saudades do Brasil" , que reúne fotografias do interior do país que fez entre 1935 e 1938

- 1996 - Publica "Saudades de São Paulo", com fotografias de São Paulo feitas entre 1935 e 1937. "Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São Paulo) o termo 'saudade', não foi por lamento de não mais estar lá. De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria. Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos nos apoiar" ("Saudades de São Paulo", tradução de Paulo Neves, Cia. das Letras, 1996)

- 28.nov.2008 - Claude Lévi-Strauss completa cem anos. "É assim que me identifico, viajante, arqueólogo do espaço, procurando em vão reconstituir o exotismo com o auxílio de fragmentos e de destroços" ("Tristes Trópicos", trad. Rosa Freire d'Aguiar, Cia. das Letras)

-31.out.2009- Morre em Paris

Comentários dos leitores
Chris Maria (217) 04/11/2009 11h51
Chris Maria (217) 04/11/2009 11h51
Sem dúvida alguma sua morte representa uma grande perda. Entretanto, a relevante contribuição de sua obra para o desenvolvimento do pensamento humano o faz eterno. sem opinião
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JOSE MOTTA (27) 04/11/2009 11h17
JOSE MOTTA (27) 04/11/2009 11h17
O Brasi tem bom filososfos e pensadores, porém também tem muitos polpulistas enganadores. 4 opiniões
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J. R. (1126) 03/11/2009 22h39
J. R. (1126) 03/11/2009 22h39
pois ninguém pode adivinhar o futuro. Lévi-Strauss sempre enfatizou que "a mente selvagem é igual à civilizada", trazendo os povos ameríndios ao seu status merecido, ao século XX e XXI como povos e não animais selvagens. Diz FFHH que "Lévi-Strauss foi um dos maiores antropólogos de todos os tempos. Suas contribuições, especialmente depois que publicou 'As Formas Elementares do Parentesco', revolucionaram a antropologia contemporânea, provavelmente ele se interessou mais pelo livro devido às maneiras de como destruir a "celula mater" da sociedade, a fim de otimizar os lucros do sistema que apoia. A partir de então, a corrente chamada 'estruturalista' passou a exercer enorme influência em todas as universidades". FFHH que só conhece o âmbito das universidades, um erudito, nem mesmo teórico, pois jamais quis se envolver com o chamado "terceiro setor", diz "fui visitá-lo, mais de uma vez, no Collège de France na década de 1970 para render-lhe o tributo devido, a quem teve uma vida intelectual tão fecunda."; pena que não tenha aprendido nada, pois quem foi aluna de Strauss de fato foi Ruth Cardoso, se assim fosse não teria sido ele um presidente tão medíocre para o Brasil, um entreguista: "A globalização é o novo Renascimento da humanidade". Fazendo apologia a Lévi-Strauss o Brasil não começou com FFHH e vai terminar sem ele.
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Morre Lévi-Strauss e leva FFHH junto?
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