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07/11/2009 - 10h00

Sonic Youth toca novo disco, com baixista do Pavement

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BRUNA BITTENCOURT
da Folha de S.Paulo

Assim como Primal Scream e Iggy Pop e seus Stooges, não será a primeira vez que o Sonic Youth toca no Brasil. Mas a chance de rever as bandas pode fazer com que muitos troquem o primeiro show do Jane's Addiction no Brasil e a reunião do Faith No More no Maquinária pelo clima "vale a pena ver de novo" do Planeta Terra, hoje.

Nome fundamental do rock alternativo americano, o Sonic Youth já esteve outras duas vezes no Brasil (em 2000 e 2005). O grupo se mantém fiel à sonoridade experimental e dissonante de discos como "Sister" (1987") e "Goo" (1990), mesmo depois de conquistar uma plateia maior do que a da cena alternativa americana.

"Acho que nossos últimos álbuns soam tão barulhentos quanto nos anos 80. Eles só foram gravados de uma forma melhor", ri por telefone à <BF>Folha <XB>Kim Gordon, baixista do Sonic Youth, que formou a banda com o marido, Thurston Moore, e Lee Ranaldo, em 1981, em Nova York.

A banda toca aqui na esteira do lançamento de "The Eternal". O 16º álbum do grupo marca sua volta para uma gravadora independente (a Matador, de nomes como Cat Power e Yo La Tengo). "Achamos que uma grande gravadora não estava funcionando para nós. A Matador é muito melhor em vender música como a da nossa banda. E eles também gostam de música", ironiza Kim.

A gravação do álbum contou com Marc Ibold, baixista do Pavement (banda de rock americana dos anos 90), que vinha se apresentando com o grupo e toca no show de hoje.

"Nós nunca tivemos ninguém além de nós escrevendo as linhas de baixo", diz Gordon, que deixou o instrumento para tocar guitarra em algumas canções. "Foram três guitarras, diferentemente do que tivemos nos discos anteriores. Além disso, tem um monte de vocais múltiplos no disco, o que é algo que não havíamos explorado."
E o show de hoje não deve fugir do novo álbum. "Nós vamos tocar canções do 'Eternal' o quanto achamos que as pessoas podem suportar", brinca Kim. "Não tocamos nossos últimos discos aí. Vamos tocar canções deles e mais antigas", avisa ela.

 

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