Publicidade

Ilustrada
05/01/2007 - 09h58

Documentário registra belas imagens do Ártico

Publicidade
RICARDO CALIL
do Guia da Folha

"O Planeta Branco" vem se somar a uma série de documentários, como "Microcosmos" (1996) e "A Marcha dos Pingüins" (2005), que tenta conjugar o científico e o poético em seu olhar para a natureza. Dirigido por Thierry Ragobert e Thierry Piantanida, o filme acompanha a passagem das quatro estações do ano no Ártico e os efeitos das mudanças climáticas sobre os animais da região.

Como os antecessores, "O Planeta Branco" traz algumas das mais deslumbrantes imagens de bichos já realizadas, que por si só valem o preço do ingresso. Há cenas engraçadas e aterradoras protagonizadas por ursos e outros habitantes do Ártico. Mas, em alguns momentos, a narração do explorador Jean-Louis Étienne tenta enfiar poesia onde bastam imagens, como na cena em que ele diz: "As morsas filosoficamente esperam o retorno do gelo".

Há outro problema no longa: seu projeto é mais vago que o de seus similares; falta algo para dar liga a suas seqüências. O filme não possui, por exemplo, a estrutura narrativa de "A Marcha dos Pingüins". E sua mensagem ecológica sobre os riscos do aquecimento global está mais presente na propaganda do que no filme em si --o que pode indicar um certo oportunismo.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre "A Marcha dos Pinguins"
  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca