Ilustrada
16/01/2007 - 03h29

"Babel" e "Dreamgirls" vencem o Globo de Ouro; Scorsese é o melhor diretor

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da Folha Online

"Babel", o drama do mexicano Alejandro González Iñárritu ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas, levou o prêmio de melhor drama na 64ª edição do Globo de Ouro. O prêmio de melhor diretor, contudo, ficou com Martin Scorsese, pelo remake policial "Os Infiltrados".

Já "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho", a versão para o cinema de um musical de sucesso da Broadway, foi o melhor filme do ano na categoria musical ou comédia.

AP
Alejandro Iñarritu com os produtores John Kilik (à esq.) e Steve Golin
Alejandro Iñarritu, diretor de "Babel", com os produtores John Kilik (à esq.) e Steve Golin
O mexicano Iñárritu aproveitou a cerimônia para troçar com a paranóia anti-imigração da direita norte-americana. "Juro que estou com meus documentos em ordem, governador, eu juro", disse o diretor ao receber o prêmio das mãos do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

A conflituosa situação na fronteira entre México e Estados Unidos é um dos temas de "Babel".

O Globo de Ouro, considerado uma prévia do Oscar, é entregue pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Adeus a "Borat"

Papéis de chefe de Estado renderam os prêmios de melhores atores dramáticos. Helen Mirren levou como melhor atriz de drama por seu desempenho como Elizabeth 2ª em "A rainha", também premiado como melhor roteiro. Mirren também venceu na categoria atriz de telefilme, como protagonista de "Elizabeth 1ª".

Na categoria ator de drama, o escolhido foi Forest Whitaker, que interpretou o ditador de Uganda Idi Amin em "O último rei da Escócia".

EFE
Meryl Streep segura o Globo de Ouro por
Meryl Streep segura o Globo de Ouro por "O diabo veste Prada"
Meryl Streep levou a estatueta de melhor atriz em musical ou comédia por "O Diabo veste Prada", por seu papel como a editora impiedosa de uma revista de moda. O prêmio de melhor ator cômico foi para Sacha Baron Cohen, que interpreta o personagem-título de "Borat".

A premiação marcou o adeus do comediante ao personagem. Baron disse que não pretende mais voltar a interpretar o repórter cazaque do filme. "Um dia acordei de ressaca, raspei o bigode e me dei conta de que era o fim", disse após a cerimônia.

Um astro popular ignorado durante anos pela crítica, Eddie Murphy foi escolhido o melhor ator coadjuvante por "Dreamgirls". Pelo mesmo filme, Jennifer Hudson, egressa do show de calouros "American Idol", ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

O melhor filme em língua estrangeira foi "Cartas de Iwo Jima", que, apesar de falado em japonês, foi dirigido pelo americano Clint Eastwood. "Agora que virei um diretor estrangeiro, preciso aprender algumas línguas", brincou o diretor e ator.

O homenageado da noite foi o ator e diretor Warren Beatty, famoso por filmes como "Bonnie e Clyde - uma rajada de balas" e "Reds".

Betty, a Feia

Nos prêmios dedicados à TV, a série "Grey's Anatomy" foi eleita a melhor série dramática. A surpresa ficou por conta da categoria série cômica. O prêmio foi para a refilmagem norte-americana da novela "Betty a Feia", produzida originalmente na Colômbia.

A Betty americana surpreendeu ao superar séries consagradas, como "Desperate Housewives" e "The Office". A protagonista de "Ugly Betty", America Ferrera, foi escolhida a melhor atriz de TV em comédia.

Cultuadas pelo público, as séries "24 horas" e "Lost" não receberam nenhum prêmio.

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