19/01/2007
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09h57
do Guia da Folha
O cinema oriental de terror faz escola há mais de uma década, gerando "cult movies", obras premiadas em festivais e refilmagens hollywoodianas. O mais novo exemplar da leva é o taiwanês "Silk - O Primeiro Espírito Capturado", escrito e dirigido por Chao-bin Su.
Repetem-se aqui algumas idéias que já se tornaram recorrentes no gênero: a presença de fantasmas de crianças, uma grande vingança e os longos fios negros de cabelo usados como elemento de suspense.
A premissa, porém, traz uma novidade: um grupo de cientistas consegue, graças a uma invenção, capturar e isolar o espírito de um garoto. A intenção é estudar a energia gerada por um espectro. Como o menino fala um linguajar confuso, contrata-se um especialista em leitura labial. Mas a intenção por trás do projeto é mais tenebrosa.
O diretor consegue, na primeira metade, provocar arrepios com soluções simples, como a visualização de sutis fios de seda (o "silk" do título original), que indicam o esvair da vida. Mas o conjunto desanda.
No último terço, o filme, em suas rocambolescas reviravoltas, cai no ridículo, em especial para percepções ocidentais. A lenta construção da trama se desmorona com tiros para todos os lados. Muitos saem pela culatra.
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Fórmulas do terror oriental estão no filme "Silk"
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CHRISTIAN PETERMANNdo Guia da Folha
O cinema oriental de terror faz escola há mais de uma década, gerando "cult movies", obras premiadas em festivais e refilmagens hollywoodianas. O mais novo exemplar da leva é o taiwanês "Silk - O Primeiro Espírito Capturado", escrito e dirigido por Chao-bin Su.
Repetem-se aqui algumas idéias que já se tornaram recorrentes no gênero: a presença de fantasmas de crianças, uma grande vingança e os longos fios negros de cabelo usados como elemento de suspense.
A premissa, porém, traz uma novidade: um grupo de cientistas consegue, graças a uma invenção, capturar e isolar o espírito de um garoto. A intenção é estudar a energia gerada por um espectro. Como o menino fala um linguajar confuso, contrata-se um especialista em leitura labial. Mas a intenção por trás do projeto é mais tenebrosa.
O diretor consegue, na primeira metade, provocar arrepios com soluções simples, como a visualização de sutis fios de seda (o "silk" do título original), que indicam o esvair da vida. Mas o conjunto desanda.
No último terço, o filme, em suas rocambolescas reviravoltas, cai no ridículo, em especial para percepções ocidentais. A lenta construção da trama se desmorona com tiros para todos os lados. Muitos saem pela culatra.
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