24/01/2007
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10h22
O escritor e jornalista polonês Ryszard Kapuscinski, várias vezes indicado para o Prêmio Nobel de Literatura, morreu ontem aos 74 anos em Varsóvia. A causa da morte não foi divulgada.
Kapuscinski é talvez o autor polonês mais traduzido no mundo. Entre seus romances e reportagens mais célebres figuram "Império" e "A Sombra do Sol".
O jornalista nasceu em 1932 em Pinsk, cidade então pertencente à Polônia e que faz parte, hoje, do território da Belarus. Efetuou grande parte da sua carreira jornalística como correspondente no estrangeiro da Agência Polonesa de Notícias.
Dedicou à África grande parte da sua atenção e do seu trabalho como jornalista e, mais tarde, como escritor. O primeiro contato com o continente deu-se aos 25 anos, em 1957. No livro "A Sombra do Sol", ele descreve "a forte luz" que o atingiu ao pisar o solo africano.
Kapuscinski foi o único jornalista estrangeiro a permanecer em Angola, em 1975, testemunhando os acontecimentos que culminaram na independência da antiga colônia portuguesa. Esteve também presente em países como a Etiópia, Gana, Ruanda e Uganda.
A vontade de denunciar e de revelar toda a complexidade africana levou o jornalista a enveredar também pela narrativa, como extensão da sua profissão. Os livros "Shah", sobre o último Xá do Irã, "Império", descrição do últimos dias da União Soviética, e a trilogia de crônicas e reflexões constituíram importantes marcos na obra de jornalista-escritor. Porém, foi através da reportagem romanceada "O Imperador", relato sobre a queda do ditador etíope Haile Selassié, que Kapuscinski se tornou definitivamente reconhecido como escritor.
A "Sombra do Sol" foi um dos seus últimos livros. Nele, descreve todo o processo vivido pelas nações africanas, desde as lutas separatistas até o caos atual, onde a corrupção, o genocídio, a Aids, a pobreza e a fome dizimam todo o continente.
Ryszard Kapuscinsky tornou-se, também, uma das mais importantes referências no jornalismo de guerra.
Especial
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Morre escritor e jornalista polonês Ryszard Kapuscinski
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da France Presse, em VarsóviaO escritor e jornalista polonês Ryszard Kapuscinski, várias vezes indicado para o Prêmio Nobel de Literatura, morreu ontem aos 74 anos em Varsóvia. A causa da morte não foi divulgada.
Kapuscinski é talvez o autor polonês mais traduzido no mundo. Entre seus romances e reportagens mais célebres figuram "Império" e "A Sombra do Sol".
| Divulgação |
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| Jornalista e escritor morreu ontem |
Dedicou à África grande parte da sua atenção e do seu trabalho como jornalista e, mais tarde, como escritor. O primeiro contato com o continente deu-se aos 25 anos, em 1957. No livro "A Sombra do Sol", ele descreve "a forte luz" que o atingiu ao pisar o solo africano.
Kapuscinski foi o único jornalista estrangeiro a permanecer em Angola, em 1975, testemunhando os acontecimentos que culminaram na independência da antiga colônia portuguesa. Esteve também presente em países como a Etiópia, Gana, Ruanda e Uganda.
A vontade de denunciar e de revelar toda a complexidade africana levou o jornalista a enveredar também pela narrativa, como extensão da sua profissão. Os livros "Shah", sobre o último Xá do Irã, "Império", descrição do últimos dias da União Soviética, e a trilogia de crônicas e reflexões constituíram importantes marcos na obra de jornalista-escritor. Porém, foi através da reportagem romanceada "O Imperador", relato sobre a queda do ditador etíope Haile Selassié, que Kapuscinski se tornou definitivamente reconhecido como escritor.
A "Sombra do Sol" foi um dos seus últimos livros. Nele, descreve todo o processo vivido pelas nações africanas, desde as lutas separatistas até o caos atual, onde a corrupção, o genocídio, a Aids, a pobreza e a fome dizimam todo o continente.
Ryszard Kapuscinsky tornou-se, também, uma das mais importantes referências no jornalismo de guerra.
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