02/03/2007
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09h26
do Guia da Folha
Da adaptação de uma história em quadrinhos da Marvel sobre um motoqueiro com o crânio em chamas não se pode exigir verossimilhança. Mas pode-se, ao menos, pedir um pouco de criatividade. Essa palavra, porém, está ausente do repertório de "Motoqueiro Fantasma", apesar da premissa fantástica da HQ original.
Para salvar o pai de um câncer, o motoqueiro adolescente Johnny Blaze faz um pacto com Mefistóteles (Peter Fonda). Anos mais tarde, quando Blaze (Nicolas Cage) se torna um astro dos saltos com motos, o diabo vai cobrar a dívida e pede que ele mate seu filho rebelde (Wes Bentley).
Para tanto, transforma seu relutante discípulo em um ser sobrenatural, com a cabeça pegando fogo e uma motocicleta mágica.
Apesar da variedade de referências, o diretor Mark Steven Johnson ("Demolidor") não consegue chegar a uma cena original. Ele se contenta em seguir as fórmulas do filme de ação hollywoodiano --e o pior é que sua obediência foi premiada com uma boa bilheteria nos Estados Unidos.
Salvam-se apenas algumas interações cômicas entre Cage e Eva Mendes, que interpreta o interesse romântico de Blaze. Elas nos fazem vislumbrar o que o filme poderia ser caso investisse em diálogos, não em efeitos.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre "Motoqueiro Fantasma"
Adaptação de HQ "Motoqueiro Fantasma" carece de criatividade
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RICARDO CALILdo Guia da Folha
Da adaptação de uma história em quadrinhos da Marvel sobre um motoqueiro com o crânio em chamas não se pode exigir verossimilhança. Mas pode-se, ao menos, pedir um pouco de criatividade. Essa palavra, porém, está ausente do repertório de "Motoqueiro Fantasma", apesar da premissa fantástica da HQ original.
| Divulgação |
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| Longa com Nicolas Cage lidera nos EUA |
Para tanto, transforma seu relutante discípulo em um ser sobrenatural, com a cabeça pegando fogo e uma motocicleta mágica.
Apesar da variedade de referências, o diretor Mark Steven Johnson ("Demolidor") não consegue chegar a uma cena original. Ele se contenta em seguir as fórmulas do filme de ação hollywoodiano --e o pior é que sua obediência foi premiada com uma boa bilheteria nos Estados Unidos.
Salvam-se apenas algumas interações cômicas entre Cage e Eva Mendes, que interpreta o interesse romântico de Blaze. Elas nos fazem vislumbrar o que o filme poderia ser caso investisse em diálogos, não em efeitos.
Especial


