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Scorsese e DiCaprio se unem no universo da loucura de "A Ilha do Medo"
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ANA MARÍA ECHEVERRÍA
da France Presse, em Paris
O diretor Martin Scorsese e o ator Leonardo DiCaprio exploram novos territórios e entram de cabeça no mundo da loucura em "A Ilha do Medo", um filme de terror psicológico que será uma das principais atrações do Festival de Berlim, que começa na quinta-feira.
É a quarta parceria de Scorsese, 67, e DiCaprio, 35, desde "Gangues de Nova York" (2002) e é a que os permite "ir mais longe", declararam ambos em uma recente entrevista coletiva em Paris para divulgar o filme, que descreveram como "uma viagem emocional".
"Já havíamos explorado alguns limites juntos, em 'Gangues de Nova York' e 'O Aviador'", afirmou Scorsese.
| Reuters | ||
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| Ben Kingsley, Mark Ruffalo and Leonardo DiCaprio em cena de "A Ilha do Medo", de Scorsese |
"Depois, em 'Os Infiltrados' (2006) nos demos conta de que podíamos ir mais longe", disse o diretor, que recebeu o Oscar pelo filme.
"Depois disso, sabíamos que queríamos voltar a trabalhar juntos e ultrapassar os limites", acrescentou.
E, ao ler o roteiro de "A Ilha do Medo", baseado no livro de Dennis Lahane, que se passa nos anos 1950 em uma ilha onde um hospital psiquiátrico é construído para criminosos perigosos, Scorsese pensou que gostaria de levá-lo às telas. E, claro, tinha que ser com DiCaprio, falou na coletiva de imprensa.
"Sabíamos que filmar 'A Ilha do Medo', que é um livro com muitos níveis, era um verdadeiro desafio. E sabíamos que podíamos explorar novas fronteiras, ultrapassar os limites. Ainda que não soubéssemos aonde chegaríamos", falou o diretor.
DiCaprio, que divide as telas com Ben Kingsley, Mark Ruffalo e Max von Sydow, ressalta que o filme foi um de seus trabalhos mais intensos e, talvez, o que mais desafios proporcionou ao ator.
"Ao ler o livro me dei conta que era um terror psicológico com elementos de horror gótico. Mas o verdadeiro coração do livro é a catarse de um homem", disse DiCaprio, que vive um agente federal que investiga a fuga de uma paciente do hospital psiquiátrico na ilha situada na baía de Boston.
"É a viagem complexa de um homem para confrontar seus próprios fantasmas", disse o ator.
Ainda que nenhum deles fale de projetos futuros, a colaboração entre Scorsese e DiCaprio, que já é uma das mais produtivas do cinema atual, com certeza terá prosseguimento.
"Há um elemento de confiança. Compartilhamos o mesmo gosto no cinema, na arte. E sabemos por onde queremos ir", disse DiCaprio, reiterando sua admiração pelo cineasta.
"Scorsese sabe tanto sobre cinema. Não há nada que ele não faria por um filme", disse. "E seus filmes são o caminho para os seus sonhos", concluiu.
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