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08/03/2007 - 08h00

Comentário: Mães modernas viram heroínas na TV e na vida real

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CARMEN POMPEU
da Folha Online

Espelho, espelho meu: como ser mãe e glamurosa ao mesmo tempo? Eis a questão. O que para muitas mulheres significa o fim da carreira, acabou virando a grande sacada da vida de duas blogueiras: Laura Guimarães e Juliana Sampaio, criadoras do blog "Mothern" --o nome vem da junção das palavras mother (mãe) e modern (moderna).

Divulgação
Laura Guimarães e Juliana Sampaio, do blog Mothern, que inspirou série de TV
Laura Guimarães e Juliana Sampaio, do blog Mothern, que inspirou série de TV
E quem diria... foi justamente na difícil arte de conciliar os percalços do trabalho e da maternidade onde elas encontraram inspiração. Depois do blog, veio o livro: "Mothern - Manual da Mãe Moderna". Na sequência, foi a vez da série de TV, exibida no canal pago GNT. A primeira temporada do programa fez tanto sucesso que a segunda já está programada para começar em maio.

A série --criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho-- apresenta de forma bem humorada o cotidiano de quatro mulheres envoltas, aos trancos e barrancos, com o real significado da maternidade nos dias atuais. Beatriz, Mariana, Raquel e Luiza são jovens, profissionais e mães.

"Panteras" de carne e osso, elas enfrentam situações de "alto risco" e de "muita aporrinhação". É como diz o poeta Vinícius de Moraes em "Filhos, melhor não tê-los": "Cocô está branco. Cocô está preto. Bebe amoníaco. Comeu botão".

Só que, no lugar dos trecos ultramodernos e de mil e uma utilidades usados pelas mocinhas do seriado norte-americano, as "motherns" tentam se virar com mamadeiras, chupetas, carrinhos e, muita, mas muita paciência mesmo.

À beira de um ataque de nervos, elas tentam encontrar o equilíbrio em suas vidas e o melhor caminho para criar seus filhos. São amigas, mas têm personalidades muito diferentes. Cheias de dúvidas e imperfeições, têm jogo de cintura para encontrar saídas muito pessoais. Querem ser bem sucedidas no trabalho, mas não abrem mão de educar bem os filhos e de serem atraentes e desejadas por seus companheiros.

Supernanny

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A inglesa Jo Frost, que começou com o reality show "Supernanny"
A inglesa Jo Frost, que começou com o reality show "Supernanny"
E como a arte imita a vida, o cardápio de programas destinados a esta parcela feminina é bastante variado, seja na tevê paga ou gratuita. Quando a situação escapa do controle, não tem jeito: a saída é apelar para ajuda especializada. Esta é a receita de sucesso da "Supernanny", que ganhou a simpatia de vários países.

Vivida, na versão brasileira exibida no SBT, pela pedagoga argentina Cris Poli, 60, ela vai em socorro daquelas mulheres que já estão nas últimas, refém de verdadeiros "terroristas" curumins. Supernanny dá dicas de como "adestrar" pestinhas, geralmente, resultantes de uma educação permissiva provocada por pais ausentes. Ela se instala na casa das pessoas e dá dicas do tipo: "Saber dividir o tempo entre o trabalho e a família é muito importante. Tanto faz se você trabalha em casa ou fora, o essencial é perceber que seus filhos devem ser prioridade em sua agenda."

Classes sociais

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Cindy, Leilah e Negra Li em cena do filme
Cindy, Leilah e Negra Li em cena do filme
Na série "Antônia", que virou filme, a batalhadora Preta, personagem vivida por Negra Li, trabalha num posto de gasolina para conseguir seu dinheiro e sustentar a filha, Emília (Nathalie Cris). Super responsável, ela está sempre envolvida em "alguma correria". Preta quase nunca pode contar com o pai de sua filha, Hermano, para dividir as responsabilidades da educação. Em um dos episódios, o pai é preso e a menina acaba indo parar numa delegacia. Isso porque, assim como acontece com muitas mães, não havia mais ninguém que pudesse ficar com a criança.

No mundo real, os dilemas são ainda maiores e, em algumas vezes, parece que entramos num túnel sem saída. Essas situações acontecem até mesmo no olimpo das celebridades. Quem poderia imaginar que Britney Spears, admirada e invejada por uma legião de adolescentes, fosse pirar depois de ter dois filhos? Alguns médicos chegam a afirmar que toda a série de escândalos na qual ela está envolta nada mais é que a tal síndrome do pós-parto. A atriz Brooke Shields --que ganhou notoriedade ao protagonizar o filme "Lagoa Azul"-- sentiu isso na pele e até escreveu o livro "Depois do parto, a Dor" (Editora Prestígio) contando sua traumática experiência.

Recentemente, a atriz Susana Werner recusou um trabalho por causa dos filhos. Cotada para estrelar a versão brasileira da série "Desperate Housewives", que será exibida pela Rede TV! (ainda sem data marcada para começar a ser gravada), Susana preferiu se dedicar à vida pessoal. Os principais empecilhos para a assinatura do contrato foram a duração e o local das gravações: quatro meses, na Argentina. Atualmente, a mulher do goleiro Júlio César vive em Milão.

Trocando fraldas

Seja na periferia, na classe média ou na elite, a árdua missão feminina de conciliar trabalho e filhos sempre remete a situações hilárias e outras até trágicas. Eu mesma vivi (e vivo ainda) muitas delas. Tenho três filhos (Pedro, 7, Clara, 10, e Beto, 12) e um emprego. Nem sei enumerar as vezes que, quando eram ainda bebês, fiz entrevistas por telefone trocando fraldas. Pensava: ainda bem que celulares ainda não têm vídeo. Imagina! E se tivesse cheiro, então!

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