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Musical "My Fair Lady" celebra nos palcos libertação feminina
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da Folha Online
Nesta quinta-feira (8) estréia, em São Paulo, o musical da Broadway "My Fair Lady" (Minha Bela Dama), que celebra, entre tantos temas, o amor entre classes e, sobretudo, a libertação feminina. A data de estréia foi propositalmente escolhida para coincidir com o Dia Internacional da Mulher.
| Divulgação |
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| Amanda Acosta interpreta Eliza Doolittle, vendedora de flores |
A adaptação brasileira teve sua inspiração, principalmente, no filme homônimo de 1964 (dirigido por George Cukor), que traz a belíssima Audrey Hepburn e Rex Harisson --em um dos papéis mais marcantes de sua carreira.
O filme, considerado um dos melhores musicais do cinema, foi vencedor de oito Oscar, incluindo os de melhor filme e de melhor direção.
Nos palcos brasileiros, sob a direção de Jorge Takla, alternando cenas de interpretação teatral e musical, a comédia não promete mudanças quanto ao enredo, mas, sim, quanto à melodia.
| Folha Imagem |
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| Daniel Boaventura interpreta o solteirão convicto Henry Higgins |
Enredo
O enredo trabalha com uma mistura entre crítica social, conto de fadas e história de amor impossível. Um renomado professor de fonética Henry Higgins (Daniel Boaventura) aposta com seu amigo Coronel Pickering (Tadeu Aguiar) ser capaz de transformar uma pobre vendedora ambulante de flores, Eliza Doolittle (Amanda Acosta), em uma grande dama da sociedade.
Até encontrar o professor Higgins, as aspirações de Eliza não são maiores do que se fixar e tornar-se vendedora de uma floricultura nas imediações de Covent Garden (Londres). Não é difícil prever que a convivência entre ambos acabará provocando mudanças tanto no solteirão convicto, encarnado por Higgins, como na "suburbana" Eliza, de quem aflora uma mulher com valores por vezes até melhores do que os de seu tutor.
| Divulgação |
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| Eliza e Higgins; confira galeria de imagens de musical "My Fair Lady" |
Com um enredo aparentemente simples, o que poderia ser uma anedota presa a um determinado tempo (fim do século 19) e espaço muito particulares (Inglaterra) ganha força e se renova ao longo de 50 anos, tornando-se um clássico no mundo inteiro.
Em sua versão original, o professor de fonética Higgins demonstra um apego invejável pelo "idioma de Shakespeare", enquanto Eliza balbucia sons incompreensíveis no dialeto local de classes mais baixas, o "cockney".
"Eu já vi essa peça montada em japonês, russo, árabe, hebraico e finlandês. Não estamos representando ingleses, nem usando os moldes da Broadway, e sim nossos próprios. A produção é totalmente brasileira", enfatiza Takla, já oferecendo pistas sobre o principal desafio da versão brasileira.
Assim como em qualquer nova versão de "My Fair Lady", o espetáculo será bom se a equipe conseguir adaptar com maestria um enredo tão específico a maneiras locais (tão diversas), combinando, com inteligência, elementos brasileiros a este clássico encantador.
Musical "My Fair Lady"
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, Santo Amaro. São Paulo. Tel: 00/XX11/5693-4000)
Quando: a partir de 8 de março; quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 16h e 20h
Quanto: de R$ 185 (VIP) a R$ 40 (setor 4)
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