16/03/2007
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09h41
da Folha Online
Woody Allen: "Sou dos que pensam que o copo está metade cheio. De veneno." Mais uma: "Nunca engordo. Minha ansiedade funciona como aeróbica." É com este humor mordaz, auto-depreciativo e, às vezes, reciclado que Allan Stewart Königsberg --também conhecido como o cineasta nova-iorquino Woody Allen, 71-- retorna à comédia em "Scoop - O Grande Furo".
O título do longa se refere a Sondra Pransky (Scarlett Johansson), uma estudante de jornalismo que está de passagem por Londres. Lá, ela conhece Sidney Waterman (Woody Allen). Norte-americano como Sondra, Sidney ganha seus trocados fazendo truques de mágica.
Em um de seus números, "Splendini", o mágico, coloca involuntariamente Sondra em contato com o espírito de um repórter morto. O jornalista oferece um grande furo de reportagem à jovem: a suposta identidade de um assassino aristocrata (Hugh Jackman), por quem a garota se apaixona.
A última obra de Allen, "Ponto Final - Match Point" (2005), também abordou a alta sociedade, mas apostando em cutucadas mais ácidas nos costumes e em reviravoltas mais dramáticas para a trama. Os dois filmes têm mais do que Londres e Scarlett Johansson em comum.
Sobram referências a seu longa anterior, numa paródia de si mesmo. Repare nos cenários, na trilha. O que no último era tragédia, neste é farsa --mesmo porque, agora Allen também atua.
Scarlett, sua parceira, passa quase o filme inteiro tentando abafar o próprio apelo sensual, até aparecer num estonteante maiô vermelho. Outro esforço da atriz é o de acompanhar o ritmo de Allen. A gagueira e a voz esganiçada do cineasta no eterno papel de cascateiro preenchem a telona, enquanto a fala rouca de diva de Scarlett titubeia no humor.
Para alguns, "Scoop" marca um retorno bem-vindo de Woody Allen a sua maneira de fazer comédia --com poucas concessões. Já para uma minoria de fãs que quer o diretor em cima de um pedestal, sua nova produção apenas macaqueia velhas piadas. Então, está combinado: nesta sexta-feira, em sua estréia no Brasil, não vale rir.
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DIÓGENES MUNIZda Folha Online
Woody Allen: "Sou dos que pensam que o copo está metade cheio. De veneno." Mais uma: "Nunca engordo. Minha ansiedade funciona como aeróbica." É com este humor mordaz, auto-depreciativo e, às vezes, reciclado que Allan Stewart Königsberg --também conhecido como o cineasta nova-iorquino Woody Allen, 71-- retorna à comédia em "Scoop - O Grande Furo".
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| Cineasta americano Woody Allen é roteirista, diretor e ator de "Scoop - O Grande Furo" |
Em um de seus números, "Splendini", o mágico, coloca involuntariamente Sondra em contato com o espírito de um repórter morto. O jornalista oferece um grande furo de reportagem à jovem: a suposta identidade de um assassino aristocrata (Hugh Jackman), por quem a garota se apaixona.
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| Em "Scoop - O Grande Furo", Scarlett Johansson conversa com Hugh Jackman |
Sobram referências a seu longa anterior, numa paródia de si mesmo. Repare nos cenários, na trilha. O que no último era tragédia, neste é farsa --mesmo porque, agora Allen também atua.
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| Hugh Jackman contracena com atriz Scarlett Johansson e Woody Allen; veja galeria de fotos |
Para alguns, "Scoop" marca um retorno bem-vindo de Woody Allen a sua maneira de fazer comédia --com poucas concessões. Já para uma minoria de fãs que quer o diretor em cima de um pedestal, sua nova produção apenas macaqueia velhas piadas. Então, está combinado: nesta sexta-feira, em sua estréia no Brasil, não vale rir.
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