18/03/2007
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17h21
O piano favorito do compositor polonês Frédéric Chopin, utilizado em sua última turnê de concertos pelo Reino Unido, em 1848, foi encontrado em uma mansão inglesa, informou neste domingo o jornal "The Times".
O instrumento, construído em 1846 pelo francês Camille Pleyel, pertence à coleção do britânico Alec Cobbe, que o adquiriu por £ 2 mil (cerca de US$ 4 mil) em um leilão, sem saber quem tinha sido seu ilustre proprietário.
Só neste ano um especialista suíço em Chopin, Jean-Jacques Eigeldinger, identificou o piano como o que pertenceu ao genial músico, que o levou de Paris para Londres quando fugia da revolução no continente.
Após 160 anos, o professor de musicologia da Universidade de Genebra reuniu os arquivos de Pleyel, conseguindo traçar o paradeiro dos pianos fabricados pelo francês, inclusive o de Chopin.
Ao comparar os números de série, o especialista identificou o número 13.819, de propriedade de Cobbe, como sendo o que constava no piano que Chopin tinha trazido da França em 1848 e que foi utilizado em sua turnê de concertos pelo Reino Unido.
Durante sua vida, o compositor teve muitos pianos Pleyel e de outros fabricantes, mas, segundo confessou, preferia os primeiros, que, segundo dizia, eram "a última palavra em perfeição".
Em sua chegada de Paris, onde vivia desde 1831, os fabricantes ingleses John Broadwood & Sons emprestaram a Chopin um instrumento para tocar durante sua estada no Reino Unido, mas o músico preferia tocar e compor no seu.
Com o Pleyel importado para a Inglaterra, o músico comandou, entre outros concertos, um recital na residência londrina do conde d'Orsay e da condessa de Blessington, informa o "The Times".
Chopin também participou de outros recitais, incluído um diante da rainha Vitória, tocando no Broadwood --que também faz parte da coleção Cobbe--, mas, segundo o próprio compositou confessou em alguns diários, sentia mais prazer tocando em seu Pleyel.
Até chegar ao colecionador britânico Alec Cobbe, o piano Pleyel passou por diferentes mãos, afirma o jornal. Acredita-se que, antes de voltar a Paris depois de alguns meses, por motivos de saúde, Chopin vendeu o Pleyel para Lady Trotter, cuja filha, Margaret, era, possivelmente, aluna do músico.
Margaret Trotter teria passado o piano a sua sobrinha, Margaret Lindsay, que se casou com Lewis Majendie, de Castle Hedingham.
Algum membro dessa aristocrática família vendeu o instrumento nos anos 70 e, em 1988, o piano foi adquirido por Cobbe, que possui outros que foram tocados ou de propriedade de músicos como Bach, Mozart, Mahler e Purcell.
Atualmente, o piano de Chopin está exposto junto com o restante da coleção Cobbe de pianos antigos na mansão de Hatchlands, no condado de Surrey (sul da Inglaterra), onde os fãs podem ouvir pela primeira vez as melodias de Chopin interpretadas em seu instrumento favorito.
Brasil
Os pianos Pleyel também fizeram muito sucesso de vendas no Brasil nas décadas de 30 e no pós-guerra (anos 50 e 60), especialmente os modelos "apartamento" (no caso de famílias) e os de meia-cauda (no caso de conservatórios e escolas).
Diferentemente de boa parte dos pianos alemães da época, os Pleyel ficaram famosos por seu timbre suave, quase doce e nada metálico nos tons médios e agudos, e potentes nos graves, além de manterem sólida e segura afinação por meses a fio. Ainda era uma das marcas preferidas da classe média-alta brasileira até meados dos anos 70.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Chopin
Piano preferido de Chopin é encontrado na Inglaterra
da Efe, em LondresO piano favorito do compositor polonês Frédéric Chopin, utilizado em sua última turnê de concertos pelo Reino Unido, em 1848, foi encontrado em uma mansão inglesa, informou neste domingo o jornal "The Times".
O instrumento, construído em 1846 pelo francês Camille Pleyel, pertence à coleção do britânico Alec Cobbe, que o adquiriu por £ 2 mil (cerca de US$ 4 mil) em um leilão, sem saber quem tinha sido seu ilustre proprietário.
Só neste ano um especialista suíço em Chopin, Jean-Jacques Eigeldinger, identificou o piano como o que pertenceu ao genial músico, que o levou de Paris para Londres quando fugia da revolução no continente.
Após 160 anos, o professor de musicologia da Universidade de Genebra reuniu os arquivos de Pleyel, conseguindo traçar o paradeiro dos pianos fabricados pelo francês, inclusive o de Chopin.
Ao comparar os números de série, o especialista identificou o número 13.819, de propriedade de Cobbe, como sendo o que constava no piano que Chopin tinha trazido da França em 1848 e que foi utilizado em sua turnê de concertos pelo Reino Unido.
Durante sua vida, o compositor teve muitos pianos Pleyel e de outros fabricantes, mas, segundo confessou, preferia os primeiros, que, segundo dizia, eram "a última palavra em perfeição".
Em sua chegada de Paris, onde vivia desde 1831, os fabricantes ingleses John Broadwood & Sons emprestaram a Chopin um instrumento para tocar durante sua estada no Reino Unido, mas o músico preferia tocar e compor no seu.
Com o Pleyel importado para a Inglaterra, o músico comandou, entre outros concertos, um recital na residência londrina do conde d'Orsay e da condessa de Blessington, informa o "The Times".
Chopin também participou de outros recitais, incluído um diante da rainha Vitória, tocando no Broadwood --que também faz parte da coleção Cobbe--, mas, segundo o próprio compositou confessou em alguns diários, sentia mais prazer tocando em seu Pleyel.
Até chegar ao colecionador britânico Alec Cobbe, o piano Pleyel passou por diferentes mãos, afirma o jornal. Acredita-se que, antes de voltar a Paris depois de alguns meses, por motivos de saúde, Chopin vendeu o Pleyel para Lady Trotter, cuja filha, Margaret, era, possivelmente, aluna do músico.
Margaret Trotter teria passado o piano a sua sobrinha, Margaret Lindsay, que se casou com Lewis Majendie, de Castle Hedingham.
Algum membro dessa aristocrática família vendeu o instrumento nos anos 70 e, em 1988, o piano foi adquirido por Cobbe, que possui outros que foram tocados ou de propriedade de músicos como Bach, Mozart, Mahler e Purcell.
Atualmente, o piano de Chopin está exposto junto com o restante da coleção Cobbe de pianos antigos na mansão de Hatchlands, no condado de Surrey (sul da Inglaterra), onde os fãs podem ouvir pela primeira vez as melodias de Chopin interpretadas em seu instrumento favorito.
Brasil
Os pianos Pleyel também fizeram muito sucesso de vendas no Brasil nas décadas de 30 e no pós-guerra (anos 50 e 60), especialmente os modelos "apartamento" (no caso de famílias) e os de meia-cauda (no caso de conservatórios e escolas).
Diferentemente de boa parte dos pianos alemães da época, os Pleyel ficaram famosos por seu timbre suave, quase doce e nada metálico nos tons médios e agudos, e potentes nos graves, além de manterem sólida e segura afinação por meses a fio. Ainda era uma das marcas preferidas da classe média-alta brasileira até meados dos anos 70.
Especial

