06/04/2007
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10h31
do Guia da Folha
É fácil pensar no ator Zach Braff para protagonizar "Um Beijo a Mais", refilmagem do italiano "O Último Beijo" (01). Afinal, o original de Gabriele Muccino (aqui co-produtor) trata das desventuras amorosas de um grupo de amigos chegando aos 30 anos. E "Hora de Voltar", dirigido e estrelado por Braff, fazia o mesmo com um personagem alguns anos mais novo.
A versão americana tem mais humor, graças à presença de Braff. No papel de Michael, prestes a se casar com a bela e dedicada Jenna (Jacinda Barrett), ele surta e cai na tentação de se envolver com uma pós-adolescente, Kim (Rachel Bilson, da série "The O.C.").
Apesar de a direção ser de Tony Goldwyn, é Braff quem define o tom da narrativa ao produzir a trilha sonora, função que lhe rendeu o Grammy por "Hora de Voltar". Aqui, ele mistura Coldplay, Aimée Mann e Snow Patrol, entre outros. Combina com os tons sempre acinzentados do roteirista Paul Haggis ("Crash - No Limite").
Se é saboroso assistir a uma crise matrimonial interpretada pelos veteranos Blythe Danner e Tom Wilkinson, como os pais de Jenna, é errada a escolha de Bilson para "lolita". Sua presença é apenas alavanca para atrair o público adolescente. Concessões como essa enfraquecem o filme.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Zach Braff
Trilha de "Um Beijo a Mais" define tom de comédia romântica
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CHRISTIAN PETERMANNdo Guia da Folha
É fácil pensar no ator Zach Braff para protagonizar "Um Beijo a Mais", refilmagem do italiano "O Último Beijo" (01). Afinal, o original de Gabriele Muccino (aqui co-produtor) trata das desventuras amorosas de um grupo de amigos chegando aos 30 anos. E "Hora de Voltar", dirigido e estrelado por Braff, fazia o mesmo com um personagem alguns anos mais novo.
A versão americana tem mais humor, graças à presença de Braff. No papel de Michael, prestes a se casar com a bela e dedicada Jenna (Jacinda Barrett), ele surta e cai na tentação de se envolver com uma pós-adolescente, Kim (Rachel Bilson, da série "The O.C.").
Apesar de a direção ser de Tony Goldwyn, é Braff quem define o tom da narrativa ao produzir a trilha sonora, função que lhe rendeu o Grammy por "Hora de Voltar". Aqui, ele mistura Coldplay, Aimée Mann e Snow Patrol, entre outros. Combina com os tons sempre acinzentados do roteirista Paul Haggis ("Crash - No Limite").
Se é saboroso assistir a uma crise matrimonial interpretada pelos veteranos Blythe Danner e Tom Wilkinson, como os pais de Jenna, é errada a escolha de Bilson para "lolita". Sua presença é apenas alavanca para atrair o público adolescente. Concessões como essa enfraquecem o filme.
Especial

