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Ilustrada
13/04/2007 - 10h12

Animação com visual sombrio, "Tartarugas Ninja" carece de humor

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CHRISTIAN PETERMANN
do Guia da Folha

O maior desafio do desenho em computação gráfica "As Tartarugas Ninja - O Retorno" é definir seu público-alvo. Anos-luz do auge da fama dos quatro irmãos com nomes de gênios do Renascimento, na virada dos anos 80/90, é difícil identificar para quem foi feito este produto.

Divulgação
"Tartarugas Ninja - O Retorno" estréia hoje
"Tartarugas Ninja - O Retorno" estréia hoje
Os jovens de então cresceram, e o impacto pop da criação de Kevin Eastman e Peter Laird se revelou de fôlego curto.

Ao contrário das três versões anteriores, com atores, este é o primeiro longa em desenho feito para cinema. Um ganho: com riqueza de detalhes em cenários e edição de som, o filme tem visual mais sombrio, que condiz com as tartarugas em crise de juventude. A maior perda é a ausência de humor, forte característica da série. O filme quer parecer radical tipo adolescente, mas fica só no visual.

A história é uma bobagem sobre um guerreiro imortal, gigantes de pedra e monstros anciãos na Nova York de hoje.

O filme se faz ver como um especial de TV bem melhor acabado. Fato recorrente em desenhos apenas com cópias dubladas, perde-se as vozes de nomes de prestígio, como Laurence Fishburne, Ziyi Zhang, Sarah Michelle Gellar e Kevin Smith.

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