Publicidade
Publicidade
Paulo Coelho defende autopirataria
Publicidade
FERNANDA MENA
da Folha de S.Paulo
A falta de papel para reedição de livros na Rússia levou o escritor Paulo Coelho à autopirataria.
Pirataria de livros no Peru se espalha pela América Latina
Sem o livro impresso e munido da tradução para o russo, Coelho decidiu disponibilizá-la em seu site.
Coincidência ou não, as versões do livro em papel, quando reeditadas naquela língua, bateram 1 milhão de exemplares vendidos.
"Recebia muitos e-mails que faziam referência à edição pirata do site." Entusiasmado, o escritor resolveu repetir a estratégia com outros livros em outras línguas colacionando links das obras dos sites troca de arquivos. "Criei o meu "Pirate Coelho!"
Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida por e-mail à Folha
FOLHA - "O Vencedor Está Só" estava nos camelôs do Peru antes de concluída a tradução oficial. Como isso ocorreu?
PAULO COELHO - A tradução da [editora] Planeta foi preparada com certa lentidão, e o editor pirata resolveu encomendar uma tradução ele mesmo.
FOLHA - Como a pirataria interfere no seu trabalho?
COELHO - Meus maiores índices de pirataria são os seguintes: Oriente Médio, América Latina e Índia.
Muita gente diz que, porque eu vendo muitos livros, posso me dar ao luxo de piratear meus próprios livros. O que aconteceu foi exatamente o contrário: vendi essa quantidade porque me dei ao trabalho de fazer isso. Se hoje alguém me propusesse publicar um livro para três leitores, ganhando 3 milhões de dólares, ou publicar um livro para três milhões de leitores, ganhando três dólares, escolheria a segunda opção.
| Andrew Medichini/AP | ||
![]() |
||
| O escritor brasileiro Paulo Coelho defende a "autopirataria" |
FOLHA - Dá para comparar pirataria de música e de livros?
COELHO - A indústria do livro não pode seguir os passos da indústria musical, que fechou o Napster só para ver a proliferação de sites de troca de arquivo.
Com novos suportes, como o Kindle, o Nook e o Sony Reader, e as aplicações do iPhone, o autor que colocar seus textos em blogs antes e gratuitamente irá escolher os formatos eletrônicos. E aí a editora passa a ser dispensável como são hoje as gravadoras.
Países que repreendem a troca de arquivo, como a França, verão seus escritores perder terreno num mundo cada vez mais competitivo. Repressão não é a resposta, e sim usar o que a tecnologia tem de bom para promover o que a literatura tem de melhor.
Há dez anos, meus livros eram vendidos só no Chile. Hoje estão em todo canto, e as edições piratas dominam o mercado.
Leia mais
- Paulo Coelho oferece gratuitamente livros na internet
- Paulo Coelho está na lista das pessoas mais influentes do mundo
Leia outras notícias da Ilustrada
- Tim Burton vai filmar "A Família Addams" em 3D
- Rubem Fonseca deixou editora após recusa de publicar "discípula"
- Criador de "Lost" irá adaptar livro sobre o 11 de Setembro para o cinema
Especial
Livraria
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- "Não conheço", diz Gal Costa sobre Marina Lima
- Autor de "Elite da Tropa" lança livro sobre brasileiro preso por ligação com tráfico
- Deborah Secco vai interpretar a cantora Joelma nos cinemas
- Santoro apresenta filme em Cannes ao lado de Nicole Kidman e Clive Owen
- Após ação na Justiça, Ivete Sangalo faz acordo com baterista
+ Comentadas
- Após ação na Justiça, Ivete Sangalo faz acordo com baterista
- "Não conheço", diz Gal Costa sobre Marina Lima
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.







Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV