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Ilustrada
17/05/2007 - 21h01

Filme retrata universo de Joy Division e Ian Curtis

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PAUL RICARD
da France Presse

Melancolia fria, romantismo negro e desesperança pós-industrial. O fotógrafo Anton Corbijn, 52, faz reviver o universo sombrio do grupo inglês de "cold wave" Joy Division em seu filme "Control". O longa relembra o destino trágico de Ian Curtis e é muito mais que uma simples biografia.

Divulgação
Filme conta parte importante da história do rock
Filme conta parte importante da história do rock
"Control" inaugurou hoje a mostra paralela Quinzena dos Diretores do Festival de Cannes, na véspera do 27º aniversário da morte de Curtis, que se enforcou com apenas 23 anos de idade.

O filme foi muito bem recebido. O Joy Division, nascido das cinzas ainda quentes do movimento punk, influenciou muitos grupos.

"A princípio, não queria fazer um filme relacionado com a música porque me parecia previsível demais", disse Corbijn.

"Espero que os espectadores entendam que tentei fazer um filme de verdade e não uma biografia do rock", afirmou.

Corbijn se concentrou no sofrimento e na solidão de Curtis, mais do que na mitologia do rock. "Cresci em um meio protestante e tudo estava vinculado ao homem e à sua forma de reagir em relação ao seu entorno", disse Corbijn.

O filme é pontuado por sucessos do Joy Division como "Love Will Tear Us Apart", "Atmosphere", "She's Lost Control" e "Transmission".

No filme, Corbijn optou por uma fotografia em preto e branco com forte contraste. A encenação é sóbria e elegante.

Definitivamente é uma homenagem digna do Joy Division. Depois da morte de Curtis, o grupo continuou como New Order.

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