19/05/2007
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10h16
da France Presse, em Cannes
Um advogado francês com um passado sombrio é o tema de um documentário apresentado ontem, no 60º Festival de Cannes. Jacques Verges, 82, o advogado, foi vinculado a terroristas e a serviços secretos ocidentais. Ele defendeu nomes como o oficial nazista Klaus Barbie e o sérvio Slobodan Milosevic.
O personagem central do filme, cujo nome é "Terror's Advocate", começou sua carreira como um fervoroso anticolonialista de orientação esquerdista. Ele também defendeu o homem forte do Togo, Gnassingbe Eyadema e o vice-presidente de Saddam Hussein, Tariq Aziz.
Dirigido pelo cineasta Barbet Schroeder. O filme começa no fim da década de 50, na Argélia, onde Verges, então com 30 anos, assume a defesa de combatentes presos e, algumas vezes, executados pela França.
Lá, Verges se apaixonou por uma de suas clientes: Djamila Bouhired, torturada e sentenciada à morte por uma série de ataques a bomba contra alvos franceses, mas que acabou sendo libertada.
Ela se tornaria não só a maior heroína da Argélia independente, mas também um ícone revolucionário da incipiente Palestina e de outros grupos de esquerda no Oriente Médio da época. Por um tempo, ela também foi a mulher de Verges.
Vinte anos depois, Verges se apaixona por outra mulher procurada: Magdalena Kopp, da Facção do Exército Vermelho, uma organização terrorista alemã.
Pega em flagrante com explosivos em Paris, Kopp vivia na época com "Carlos, o Chacal".
Verges viveu o sentimento anticolonialista desde a infância. A mãe dele nasceu no Vietnã e o pai, na ilha Reunião.
"Quando eu era jovem, os não-brancos tinham de se ficar de um lado da rua para os brancos passarem", diz ele no filme.
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CLAIRE ROSEMBERGda France Presse, em Cannes
Um advogado francês com um passado sombrio é o tema de um documentário apresentado ontem, no 60º Festival de Cannes. Jacques Verges, 82, o advogado, foi vinculado a terroristas e a serviços secretos ocidentais. Ele defendeu nomes como o oficial nazista Klaus Barbie e o sérvio Slobodan Milosevic.
| Sasa Stankovic/Efe |
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| Partidário visita túmulo de Milosevic; sérvio foi defendido por Verges |
Dirigido pelo cineasta Barbet Schroeder. O filme começa no fim da década de 50, na Argélia, onde Verges, então com 30 anos, assume a defesa de combatentes presos e, algumas vezes, executados pela França.
Lá, Verges se apaixonou por uma de suas clientes: Djamila Bouhired, torturada e sentenciada à morte por uma série de ataques a bomba contra alvos franceses, mas que acabou sendo libertada.
Ela se tornaria não só a maior heroína da Argélia independente, mas também um ícone revolucionário da incipiente Palestina e de outros grupos de esquerda no Oriente Médio da época. Por um tempo, ela também foi a mulher de Verges.
Vinte anos depois, Verges se apaixona por outra mulher procurada: Magdalena Kopp, da Facção do Exército Vermelho, uma organização terrorista alemã.
Pega em flagrante com explosivos em Paris, Kopp vivia na época com "Carlos, o Chacal".
Verges viveu o sentimento anticolonialista desde a infância. A mãe dele nasceu no Vietnã e o pai, na ilha Reunião.
"Quando eu era jovem, os não-brancos tinham de se ficar de um lado da rua para os brancos passarem", diz ele no filme.
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