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Ilustrada
24/05/2007 - 19h11

Para jornalista do Guia da Folha, invasão de blockbusters é questão comercial

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da Folha Online

Para o jornalista Sandro Macedo, 34, repórter do Guia da Folha, o espaço que os blockbusters têm nos cinemas do país é uma questão comercial, não de gosto.

Ele falou sobre o número de salas que produções como "Homem-Aranha 3" tomam nos cinemas com mais de 130 internautas em um bate-papo ocorrido hoje às 17h. É véspera de mais uma atração dominar os cinemas da capital, "Piratas do Caribe - no Fim do Mundo".

Folha Imagem
Sandro Macedo conversou sobre distribuição e opinou sobre filmes
Sandro Macedo conversou sobre distribuição e opinou sobre filmes

Macedo gostaria de uma melhor distribuição dos filmes nas salas de exibição. "Não temos 10% do número de salas dos EUA. Portanto, não deveríamos ocupar mais da metade do nosso mercado exibidor com dois ou três títulos. Vários filmes bons não têm a chance de chegar ao mercado exibidor. Por isso as mostras de cinema, como a de São Paulo e do Rio, fazem tanto sucesso", afirmou o jornalista.

Ele disse que o problema da distribuição é essencial e mesmo produtoras brasileiras tentam se associar a companhias como Warner ou Sony para distribuir seus produtos no mercado nacional.

De acordo com Macedo, a "predileção" por blockbusters nas salas é uma questão financeira. "Se o cinema francês dominasse o mercado internacional, veríamos filmes de Claude Chabrol ou Eric Rohmer em todos os multiplexes", afirmou o jornalista.

Ele também falou um pouco sobre as superproduções americanas que vão estrear neste ano, como o filme "Shrek Terceiro", em 15 de junho, "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado", em 29 de junho, "Harry Potter e a Ordem da Fênix", em 13 de julho, e "Treze Homens e um Novo Segredo", em 31 de agosto.

Série

O jornalista também deu sua opinião sobre "Piratas do Caribe - no Fim do Mundo" e "Homem-Aranha 3". Para ele, o novo filme estrelado por Johnny Deep é melhor que o segundo, mas o primeiro é o melhor dos três.

Já o último "Homem-Aranha" é o pior da franquia para Macedo. Ele qualifica o filme como apenas "razoável". Ele disse acreditar em um possível sucesso no próximo filme de "O Quarteto Fantástico", graças à entrada do personagem Surfista Prateado.

Fora os filmes que são concebidos inicialmente como trilogia, caso dos longas de "O Senhor dos Anéis", Sandro afirmou que é o sucesso de bilheteria que define a continuação.

Brasil

Macedo disse acreditar que a produção brasileira tem espaço para filmes comerciais e para filmes de arte. Ele também lembrou que é mais difícil encontrar quem invista dinheiro nos filmes de arte.

"Mas, se é para ir ao cinema ver uma comédia boba e inconseqüente, prefiro que seja uma nacional do que uma importada", afirmou Sandro ao defender a produção nacional.

Sobre a aposta de Hollywood no ator brasileiro Rodrigo Santoro, Macedo disse que a indústria americana procura cada vez mais astros de apelo internacional.

"A bilheteria fora do mercado americano pode muitas vezes salvar um filme. Rodrigo Santoro faz parte desse grupo que pode atrair platéias em praças latinas. Mas, por enquanto, não vejo Santoro no papel principal de uma superprodução", afirmou o jornalista.

Em relação ao problema das carteiras de estudante falsificadas, Macedo disse que um controle é justo, mas que o preço do ingresso deve baixar.

"Muita gente já cobra o dobro do valor pensando que só vão comprar ingresso de meia. Quem paga inteira acaba também pagando o pato", disse.

 

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