Brasil fatura R$ 23 mi com equipamentos de redes sem fio em 2002
Publicidade
da Folha OnlineO mercado brasileiro de equipamentos para WLANs (redes locais sem fio) faturou mais de R$ 23 milhões em 2002. De acordo com o estudo "Brazil Wireless LAN, 2003", da IDC Brasil, as vendas do segmento devem atingir a marca de R$ 61 milhões até 2007.
As taxas de crescimento referentes à receita serão bem menores do que as de unidades comercializadas, alerta Rusty O'Bryan, gerente de programa de pesquisas de telecomunicações da empresa. O fato se explica, segundo ele, pela esperada queda nos preços dos equipamentos para os próximos anos.
De acordo com a IDC, a queda dos custos desses dispositivos é uma tendência mundial. Para se ter uma idéia, pela previsão da empresa, serão comercializadas cerca de 50 milhões de unidades de equipamentos WLAN no mundo inteiro em 2007. Por outro lado, o faturamento esperado para o mesmo ano é de US$ 3,5 bilhões. Os números representam um nível de crescimento anual em unidades de 28% e, em receita, de 8,4%.
Para chegar a esses números, a IDC considerou uma queda mundial de mais que 15% ao ano nos preços das unidades. O equipamento que registrará maior redução em seus preços no período analisado será o NIC (placa de interface de rede), com taxas de queda na faixa de 21% ao ano.
Em nível mundial, para efeito de comparação, o segmento WLAN registrou vendas de aproximadamente 15 milhões de unidades no ano passado, com receita de US$ 2,2 bilhões.
Tendência
Se o esse segmento no Brasil continuar sendo guiado pelo que ocorre no resto do mundo, inclusive nos países com mais maturação tecnológica, há muito que considerar. Dentro do contexto mundial, a IDC identificou que as empresas usuárias ainda têm, em geral, muitas dúvidas sobre segurança, falta de padronização e, sobretudo, quanto aos ganhos em produtividade prometidos pelos serviços móveis.
Esses fatores levam à indicação de que o setor corporativo será responsável, em um curto prazo, por limitar de forma mais modesta suas taxas anuais de crescimento dentro do mercado de equipamentos de redes locais sem fio, diz a IDC.
Oportunidades
Com base nisso, a IDC vislumbra mais oportunidades para os fabricantes mundiais desses equipamentos no segmento residencial. E a dica vale para o Brasil. O'Bryan diz que "apesar da atual demanda reprimida por esses dispositivos, muitos fabricantes já estão focando pesadamente no mercado residencial, o que ajudará a acelerar o segmento WLAN nos próximos anos".
WLANs públicas
Quanto ao mercado de serviços de redes móveis públicas, ou Hotspots (pontos de acesso), embora sua montagem seja relativamente fácil e barata, os analistas lembram que o espaço é ainda excepcionalmente novo e cheio de incertezas. A maioria dos planos de negócios não se comprovou nem se solidificou.
Com tantos provedores no mercado e barreiras de entradas baixas estimulando ainda mais as empresas a passarem a oferecer serviços, as operadoras de hotspots terão uma carga enorme na criação e no gerenciamento de relacionamentos de roaming e processos de cobrança.
"Paralelamente a isso, serão levadas em conta a qualidade de serviço, a segurança, o uso internacional e a interoperabilidade entre tecnologias. E com essa dinâmica, cria-se uma óbvia oportunidade para os integradores de redes e sistemas de tais serviços," analisa o gerente de pesquisas.
Até o final de 2002 foram contabilizados no mundo pouco menos que 20 mil pontos de acesso sem fio públicos com 687 mil usuários, movimentando mais de US$ 54 milhões anuais.
Em relação a usuários de hotspots no ano passado, os países da Europa representaram mais que 72% da base total mundial, e devem totalizar cerca de 25 milhões de usuários até 2007.


