Embaixador brasileiro defende soft livre na cúpula da informação
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da Folha OnlineO embaixador brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães Neto, defendeu hoje o software livre como "emblema" da sociedade da informação, capaz de estender os seus benefícios "a muitos, não podendo permanecer como privilégio de poucos".
Em discurso no primeiro dia da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, em Genebra (Suíça), o diplomata disse acreditar que o desenvolvimento de soluções baseadas em software livre estimula a transferência de tecnologia entre indivíduos e países.
"O Brasil vê o software livre como emblemático da Sociedade da Informação e de uma nova cultura de solidariedade e compartilhamento, um instrumento para garantir o acesso e domínio por todos dessa linguagem universal", disse Neto. Para ele, o software livre depende de estímulos de governos, setor privado e sociedade civil
"A construção de uma sociedade da informação inclusiva requer a consolidação de um conceito abrangente e flexível de propriedade intelectual, que leve em conta não somente a necessidade de proteção, mas também o imperativo da universalização de acesso, de modo a evitar a condenação dos países em desenvolvimento ao atraso e de suas populações à ignorância", disse o embaixador brasileiro.
Segundo a Fundação do Software Livre (www.fsf.org), são necessárias quatro "liberdades" para que um software seja considerado livre: a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito; a liberdade de estudar como o programa funciona, e adapta-lo para as suas necessidades (para tanto, o soft precisa ter seu código-fonte aberto); a liberdade de redistribuir cópias; e a liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.
O "oposto" do software livre seria o chamado software proprietário, como boa parte dos programas utilizados por usuários domésticos. Esses programas possuem código-fonte fechado e, em geral, só podem ser executados sob licença de propriedade intelectual. Muitos especialistas defendem a adoção de software livre por governos e empresas devido à possível redução de custos com essas licenças.
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