11/09/2004
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10h08
Como tem gráficos incrementados, a comunidade on-line Second Life --segunda vida, em inglês-- parece um jogo tridimensional. Mas, em vez de matar personagens, você simplesmente conversa com as pessoas que encontra em lojas, bares, parques e outros lugares do mundo virtual. Quem é maior de 18 anos e tem um cartão de crédito internacional pode testá-la de graça por sete dias (a adesão custa US$ 9,95).
Além de acesso irrestrito à Second Life (www.secondlife.com), essa taxa dá direito a uma mesada de 200 Linden dollars (L$), a moeda usada na comunidade virtual. Com esse dinheiro, é possível freqüentar eventos que cobram ingresso e comprar terra --os criadores da Second Life oferecem um programa habitacional que vende lotes a partir de L$ 512.
Ao entrar na comunidade, você deve configurar seu avatar (personagem), que pode ser homem ou mulher e é personalizável: é possível ajustar muitas características do rosto e do corpo e escolher uma roupa. Não se preocupe muito com ela, pois, ao chegar às cidades virtuais, você poderá comprar um guarda-roupa. Para acessá-las, basta mover o seu personagem --além de andar, ele pode voar e se teletransportar.
A interação entre os usuários é realista. Basta se aproximar de alguém e digitar alguma coisa para iniciar uma conversa. Também é possível gritar, gesticular e manter bate-papos reservados, mas a possibilidade mais interessante está na troca de cartões pessoais.
Eles permitem enviar e receber mensagens instantâneas (você não precisa estar perto do interlocutor) e traz uma possibilidade útil: se alguém lhe mandar uma mensagem e você não estiver dentro da Second Life, receberá um e-mail avisando do recado.
Os eventos da comunidade virtual, que segundo seus criadores tem 10 mil usuários (de 60 países), são um espetáculo à parte. Ao acessar a lista de festas e encontros, surgem propostas que variam do comum (uma balada na principal boate, que se chama Club Elite) ao radical (um encontro de paraquedistas, que fazem fila para saltar de um avião virtual), passando pelo erótico --uma casa noturna realizou um concurso de topless com prêmio de L$ 500. Vários cenários têm trilha sonora transmitida ao vivo pelos usuários.
Como é uma comunidade sofisticada, a Second Life está sujeita aos mesmos problemas econômicos das sociedades reais, como inflação e especulação imobiliária. Acesse www.gamingopenmarket.com/market.php?symbol=SLL para ver a cotação dos L$ --a moeda, que segundo seus criadores foi usada em 1 milhão de transações virtuais em agosto, também é aceita em outras comunidades (veja algumas no site www.ige.com).
Second Life é comunidade virtual com gráficos incrementados
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da Folha de S.PauloComo tem gráficos incrementados, a comunidade on-line Second Life --segunda vida, em inglês-- parece um jogo tridimensional. Mas, em vez de matar personagens, você simplesmente conversa com as pessoas que encontra em lojas, bares, parques e outros lugares do mundo virtual. Quem é maior de 18 anos e tem um cartão de crédito internacional pode testá-la de graça por sete dias (a adesão custa US$ 9,95).
Além de acesso irrestrito à Second Life (www.secondlife.com), essa taxa dá direito a uma mesada de 200 Linden dollars (L$), a moeda usada na comunidade virtual. Com esse dinheiro, é possível freqüentar eventos que cobram ingresso e comprar terra --os criadores da Second Life oferecem um programa habitacional que vende lotes a partir de L$ 512.
Ao entrar na comunidade, você deve configurar seu avatar (personagem), que pode ser homem ou mulher e é personalizável: é possível ajustar muitas características do rosto e do corpo e escolher uma roupa. Não se preocupe muito com ela, pois, ao chegar às cidades virtuais, você poderá comprar um guarda-roupa. Para acessá-las, basta mover o seu personagem --além de andar, ele pode voar e se teletransportar.
A interação entre os usuários é realista. Basta se aproximar de alguém e digitar alguma coisa para iniciar uma conversa. Também é possível gritar, gesticular e manter bate-papos reservados, mas a possibilidade mais interessante está na troca de cartões pessoais.
Eles permitem enviar e receber mensagens instantâneas (você não precisa estar perto do interlocutor) e traz uma possibilidade útil: se alguém lhe mandar uma mensagem e você não estiver dentro da Second Life, receberá um e-mail avisando do recado.
Os eventos da comunidade virtual, que segundo seus criadores tem 10 mil usuários (de 60 países), são um espetáculo à parte. Ao acessar a lista de festas e encontros, surgem propostas que variam do comum (uma balada na principal boate, que se chama Club Elite) ao radical (um encontro de paraquedistas, que fazem fila para saltar de um avião virtual), passando pelo erótico --uma casa noturna realizou um concurso de topless com prêmio de L$ 500. Vários cenários têm trilha sonora transmitida ao vivo pelos usuários.
Como é uma comunidade sofisticada, a Second Life está sujeita aos mesmos problemas econômicos das sociedades reais, como inflação e especulação imobiliária. Acesse www.gamingopenmarket.com/market.php?symbol=SLL para ver a cotação dos L$ --a moeda, que segundo seus criadores foi usada em 1 milhão de transações virtuais em agosto, também é aceita em outras comunidades (veja algumas no site www.ige.com).


