Informática
08/10/2004 - 17h24

Projeto de inclusão digital do governo prevê uso de software livre

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Os computadores que serão utilizados nos projetos de inclusão digital do governo federal, que vai levar internet com banda larga para várias regiões do país, serão equipados com software livre.

A medida dá prosseguimento à intenção do governo de difundir nos órgãos públicos esse tipo de programa, que concentra gastos em treinamento em vez de pagamento de licenças.

Isso também deve baratear o projeto, que prevê a instalação de 2 milhões de computadores no país.

Além do programa de educação, haverá recursos para equipar bibliotecas, áreas de fronteira, unidades de segurança pública e de saúde, possibilitar o acesso de deficientes e ampliar o acesso aos serviços de telecomunicações à população de baixa renda.

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Pedro Jaime Ziller, afirmou que é necessário encontrar outras soluções para reduzir os custos do programa, já que o dinheiro disponível do Fust (Fundo de

Universalização dos Serviços de Telecomunicações), cerca de R$ 3 bilhões, "não dá nem para a largada".

"Se não forem bem aplicados, esses R$ 3 bilhões não vão dar para nada", afirmou Ziller.

A Anatel encaminhou hoje ao Ministério das Comunicações uma proposta de decreto que cria o SCD (Serviço de Comunicações Digitais), um novo serviço de comunicações que será utilizado para fazer a inclusão digital.

A agência diz que será necessário utilizar as redes já existentes de outros serviços, como satélites, telefonia móvel e até fixa. "Não há recursos para criar uma nova rede. Vai se utilizar as redes existentes", afirmou.

A expectativa da agência é que o serviço comece a ser implantado a partir do início de 2005.

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