25/01/2005
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10h06
da Folha de S.Paulo
Sob a alegação de incitação ao racismo, uma corrente de e-mails está convocando usuários do site de relacionamentos Orkut a boicotarem uma comunidade intitulada "Odeio Negros".
A comunidade, com 49 integrantes, diz que os negros são "feios e se acham vítimas [de racismo]". Também afirma que "a maioria rouba".
Por meio de mecanismos internos do Orkut, a corrente de e-mails quer que os visitantes coloquem os integrantes da comunidade na "prisão" do site, uma área que restringe a navegação do internauta. O Orkut tem 3,6 milhões de usuários, sendo que cerca de 2 milhões dizem ser brasileiros.
"Esse caso incita à discriminação. Se houver denúncia formal munida de provas, o caso pode parar no Judiciário", diz o delegado Antônio Augusto da Silva, do departamento de investigações gerais e meios eletrônicos da polícia paulista.
Sem citar estatísticas, ele afirma que há investigações em curso para determinar a autoria de páginas na internet com conteúdo racista. Uma pessoa que pratica crime racial no Brasil pode ser condenada a até cinco anos de prisão.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o Orkut
Corrente de e-mails pede boicote à comunidade do Orkut
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FABIO SCHIVARTCHEda Folha de S.Paulo
Sob a alegação de incitação ao racismo, uma corrente de e-mails está convocando usuários do site de relacionamentos Orkut a boicotarem uma comunidade intitulada "Odeio Negros".
A comunidade, com 49 integrantes, diz que os negros são "feios e se acham vítimas [de racismo]". Também afirma que "a maioria rouba".
Por meio de mecanismos internos do Orkut, a corrente de e-mails quer que os visitantes coloquem os integrantes da comunidade na "prisão" do site, uma área que restringe a navegação do internauta. O Orkut tem 3,6 milhões de usuários, sendo que cerca de 2 milhões dizem ser brasileiros.
"Esse caso incita à discriminação. Se houver denúncia formal munida de provas, o caso pode parar no Judiciário", diz o delegado Antônio Augusto da Silva, do departamento de investigações gerais e meios eletrônicos da polícia paulista.
Sem citar estatísticas, ele afirma que há investigações em curso para determinar a autoria de páginas na internet com conteúdo racista. Uma pessoa que pratica crime racial no Brasil pode ser condenada a até cinco anos de prisão.
Especial


