Informática
24/02/2005 - 10h16

Comércio eletrônico entre empresas aumenta 30% no Brasil

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da Folha Online

Em 2004, R$ 195,2 bilhões foram transacionados entre empresas, no Brasil, via meios eletrônicos --valor 30% maior do que no ano anterior. Esse dado é parte do índice B2Bol (B2B online), elaborado pela Camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) e a consultoria E-Consulting.

A categoria B2B Companies, que representa o valor negociado entre portais proprietários das empresas, ficou com R$ 148,9 bilhões desse total. O B2B dos e-marketplaces independentes, por sua vez, registrou R$ 46,3 bilhões no mesmo período --aumento de 137% em relação ao ano anterior.

A diferença entre as duas categorias está no fato de a primeira possibilitar negócios somente entre uma empresa e seus fornecedores cadastrados, com quem ela já tem um contrato.

Já os e-marketplaces independentes podem ser utilizados por qualquer companhia em um portal que viabilize as transações, como o Mercado Eletrônico. Esse segundo grupo, diz o documento, tem como foco os materiais não produtivos --como informática e escritório-- e sobras de estoques e revendas.

O principal motivo para o crescimento do índice B2B Companies pode ser identificado no crescimento das vendas de bens de consumo e Serviços de TI (tecnologia da informação). Além disso, também é preciso considerar a inclusão digital das pequenas e médias empresas, que se dão conta da importância das transações virtuais.

O setor petrolífero foi o dominante neste mercado, apresentando melhor performance em base anual. A área automobilística manteve uma progressão constante, que acompanhou a evolução do índice durante o período. O relatório não divulga valores de cada setor.

Na análise do histórico trimestral, o B2B Companies teve uma queda no terceiro trimestre do ano (R$ 34,7 bilhões), depois de movimentar R$ 29,8 bilhões no primeiro trimestre e R$ 42,8 bilhões no segundo. Nos três últimos meses do ano, houve uma recuperação e o faturamento ficou em R$ 41,6 bilhões.

O crescimento do B2Bol entre 2005 e 2006, prevê o relatório, deve ficar em cerca de 36%.

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