28/03/2005
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15h42
da Folha Online
O faturamento do comércio eletrônico brasileiro teve crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 400% entre janeiro de 2001 e janeiro de 2005, segundo a e-bit, empresa de pesquisa e marketing on-line.
A pesquisa considera todo o varejo virtual do país, com exceção dos sites de leilões, venda de automóveis e de passagens aéreas.
O levantamento mostra um crescimento de 63% no valor do gasto médio de cada consumidor nesses quatro anos. Revela ainda um aumento no número de transações realizadas e dos adeptos das compras virtuais.
Em 2001, pouco mais de 700 mil pessoas tinham feito pelo menos uma compra virtual. Neste ano, 3,25 milhões disseram já ter comprado pela internet.
"Os números são extremamente positivos, se considerarmos que há cinco anos praticamente não havia lojas nacionais vendendo pela internet", afirma Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.
Guasti afirma que as empresas virtuais se deram conta das vantagens da comercialização de produtos com maior valor agregado, como os eletroeletrônicos.
Apesar do aumento da vendas virtuais nesses quatro anos, não houve alterações significativas no valor médio da renda familiar dos consumidores on-line, que se mantém em cerca de R$ 4.000.
"Futuramente, com a popularização do acesso à internet, a tendência é que pessoas com renda mais baixa elevem a participação nas compras virtuais", diz a e-bit. Se isso realmente acontecer, o valor médio das compras pode apresentar queda, mas essa perda será compensada pelo aumento no volume de vendas.
Para Guasti, a exclusão digital é ainda uma das principais barreiras para o crescimento do comércio eletrônico. "Precisamos ter pessoas conectadas para aumentar a massa de consumidores e, conseqüentemente, o faturamento e o volume de vendas", disse.
Outro problema enfrentado é o receio de falhas na segurança das operações. Alguns consumidores dizem temer fornecer informações pessoais no universo virtual.
Cerca de 80% das compras on-line são pagas com cartão de crédito, segundo o estudo.
Grande parte das aquisições é motivada por e-mails promocionais e sites de busca. Em 2001, eles eram responsáveis por 2% e 7% das negociações, respectivamente. Em janeiro de 2005, os números subiram para 14% e 13%.
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JULIANA CARPANEZda Folha Online
O faturamento do comércio eletrônico brasileiro teve crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 400% entre janeiro de 2001 e janeiro de 2005, segundo a e-bit, empresa de pesquisa e marketing on-line.
A pesquisa considera todo o varejo virtual do país, com exceção dos sites de leilões, venda de automóveis e de passagens aéreas.
O levantamento mostra um crescimento de 63% no valor do gasto médio de cada consumidor nesses quatro anos. Revela ainda um aumento no número de transações realizadas e dos adeptos das compras virtuais.
Em 2001, pouco mais de 700 mil pessoas tinham feito pelo menos uma compra virtual. Neste ano, 3,25 milhões disseram já ter comprado pela internet.
"Os números são extremamente positivos, se considerarmos que há cinco anos praticamente não havia lojas nacionais vendendo pela internet", afirma Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.
Guasti afirma que as empresas virtuais se deram conta das vantagens da comercialização de produtos com maior valor agregado, como os eletroeletrônicos.
Apesar do aumento da vendas virtuais nesses quatro anos, não houve alterações significativas no valor médio da renda familiar dos consumidores on-line, que se mantém em cerca de R$ 4.000.
"Futuramente, com a popularização do acesso à internet, a tendência é que pessoas com renda mais baixa elevem a participação nas compras virtuais", diz a e-bit. Se isso realmente acontecer, o valor médio das compras pode apresentar queda, mas essa perda será compensada pelo aumento no volume de vendas.
Para Guasti, a exclusão digital é ainda uma das principais barreiras para o crescimento do comércio eletrônico. "Precisamos ter pessoas conectadas para aumentar a massa de consumidores e, conseqüentemente, o faturamento e o volume de vendas", disse.
Outro problema enfrentado é o receio de falhas na segurança das operações. Alguns consumidores dizem temer fornecer informações pessoais no universo virtual.
Cerca de 80% das compras on-line são pagas com cartão de crédito, segundo o estudo.
Grande parte das aquisições é motivada por e-mails promocionais e sites de busca. Em 2001, eles eram responsáveis por 2% e 7% das negociações, respectivamente. Em janeiro de 2005, os números subiram para 14% e 13%.
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