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30/01/2006 - 11h05

Site de universidade inglesa oferece dialetos ciganos

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da Efe, em Londres

A Universidade de Manchester lança nesta segunda-feira um site destinado a salvar o romani, uma das línguas mais ameaçadas do mundo.

A universidade inglesa assumiu a tarefa, inédita no mundo, de transcrever os diversos dialetos dessa língua, falada por pequenos grupos em 42 países europeus.

O site www.llc.manchester.ac.uk/Research/Projects/romani tem como objetivo permitir a localização dos diferentes dialetos em um mapa-múndi e o internauta poderá ouvir os textos.

Acredita-se que dessa forma os ciganos poderão codificar seu idioma, transmitido na maioria das vezes oralmente, e chegar a um acordo sobre sua ortografia.

O professor Yaron Matras, diretor de lingüística romani da Universidade de Manchester, afirma em entrevista ao "The Independent" que o projeto também tem como objetivo estimular os governos europeus a preservar o idioma e a cultura.

Muitos membros da comunidade romani não têm acesso a computadores, mas os poucos que navegam na internet descobriram que podem entrar em contato com outros membros de sua comunidade em países distantes como Noruega e Rússia.

Há muitos livros escritos em romani, mas são difíceis de ser encontrados. As únicas livrarias especializadas em romani estão em Budapeste e Praga, segundo as fontes universitárias britânicas.

Os especialistas no idioma romani assinalam que ele é parente de idiomas falados no norte da Índia, principalmente o panjabi, o que reflete a origem geográfica desse povo. Os empréstimos léxicos permitem reconstruir a emigração desse povo da Índia para o Ocidente.

Os ciganos de diferentes países europeus têm dificuldades para se comunicar entre si porque cada grupo toma palavras emprestadas do país onde reside.

O povo cigano sofreu perseguição ao longo dos séculos: entre 200 mil e 1,5 milhão deles foram assassinados pelos nazistas durante a 2ª Guerra. Só em dezembro de 2004 os romani foram reconhecidos oficialmente como entidade pela União Européia.

Especial
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