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31/01/2006 - 09h09

Sem alarde, fundadores do Google visitam o Brasil

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JULIANA CARPANEZ
Folha Online

Os fundadores da empresa de buscas Google fizeram nesta semana sua primeira visita ao Brasil, onde a companhia tem um escritório desde o ano passado. Sem qualquer alarde, Sergey Brin e Larry Page chegaram a São Paulo no domingo e, ontem à tarde, participaram de uma entrevista coletiva que seguiu este estilo discreto, sem muitas revelações.

Divulgação
Brin e Page com as camisetas em homenagem ao Brasil
Brin e Page com as camisetas em homenagem ao Brasil
A surpresa ficou por conta das camisetas amarelas que os dois vestiam, bastante parecidas com a da seleção brasileira. As peças tinham a palavra Google estampada na parte da frente, enquanto as costas mostravam o sobrenome do executivo que a vestia.

"Queremos aprender mais sobre as operações no Brasil. Este mercado é diferente de qualquer outro, muito mais social e dinâmico", afirmou Brin em sua primeira viagem à América Latina. "Viemos conhecer o escritório local, que tem a equipe mais motivada e barulhenta do Google", brincou.

Em suas declarações, os executivos não falaram sobre possíveis parcerias e descartaram ter vindo até aqui para fechar novos negócios. Evitaram também divulgar os próximos passos --tanto no Brasil como no mundo--, mantendo um discurso bastante generalizado.

"É complicado falarmos sobre o que estamos fazendo ou vamos fazer, pois trabalhamos de uma maneira visionária, baseada em muitas tentativas", justificou Page.

Brasil

Em relação à visita, revelaram apenas ter conhecido na manhã de ontem parte do o Grupo Cosan --produtora e exportadora brasileira de açúcar e álcool. "Temos muito interesse no uso de energia limpa e quisemos ver as iniciativas da empresa neste sentido", continuou o executivo, referindo-se à área do Google voltada para assuntos ambientais e de combate à pobreza.

Brin elogiou o Brasil, "um ótimo lugar para viajar", dizendo que é mais fácil trabalhar neste mercado do que em outros em expansão, como China, por exemplo. Page fez coro, citando o grande potencial do país e as muitas oportunidades existentes por aqui.

Por motivos óbvios, eles não divulgaram as medidas de segurança que tomaram no país, detalhes sobre seu roteiro ou a data da partida --segundo a revista "Forbes", cada um deles tem uma fortuna de US$ 11 bilhões. Segundo funcionários do restaurante onde foi realizado o encontro, a estrutura de segurança era "digna de filho de presidente".

Competição

Page criticou seus concorrentes quando questionado sobre a possível ameaça que o Google representa a eles. "Identificamos os problemas que os usuários enfrentam em diversas áreas e trabalhamos para resolvê-los. A internet oferece muitas oportunidades e tentamos aproveitá-las, criando e melhorando serviços", afirmou.

Ele acredita que a concorrência pensa de maneira diferente. "Eles olham para o Google, vêem que estamos ganhando dinheiro e pensam: 'como podemos tirar um pouco deles?'" Page classificou esta segunda alternativa como mais imediata e fácil, já que exige menos pesquisas e tentativas. Se a situação incomoda? "Para falar a verdade, estamos menos interessados neles, do que eles na gente", desdenhou.

Além de estar na mira da concorrência, recentemente o gigante das buscas virou alvo de grupos dos direitos humanos. Eles condenam a decisão da empresa, que concordou em censurar o conteúdo oferecido aos internautas chineses. "Estamos confortáveis com o que fizemos, pois agora mais pessoas terão acesso à informação naquele país", disse Brin. "Mesmo não tendo 100% dos resultados, este serviço será melhor do que aquele oferecido anteriormente".

Negócios

Assim como acontece em outras nações, a empresa de buscas decidiu abrir um escritório no Brasil em 2005 com o intuito de fortalecer a venda de espaço para anúncios. "Muitos conhecem nosso produto, mas ainda temos de educar o mercado local para que possam obter vantagens com nossas soluções", disse ontem Alexandre Hohagen, diretor-geral do site de buscas no país.

Estes benefícios chegam às empresas e profissionais por meio dos links patrocinados --eles permitem, por exemplo, que as informações sobre uma loja de roupas apareçam quando o internauta fizer uma busca por camisetas. Os links patrocinados ficam no canto direito da página, e não se misturam com os resultados "verdadeiros" oferecidos pelo Google.

Além do escritório, a companhia tem um centro de pesquisa e desenvolvimento em Minas Gerais, originado da compra da Akwan Information Technologies. "Fizemos esta aquisição por causa da competência dos funcionários da empresa. Queremos ter os melhores profissionais do mundo, e nem todos eles estão na Califórnia [sede do Google]", disse Brin.

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