14/06/2006
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09h57
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Pode um game ensinar as pessoas a derrotar líderes tiranos sem disparar nem um tiro sequer? Títulos como A Force More Powerful, que prega a resolução de conflitos sem métodos violentos, provam que sim.
Desenvolvido pelo Centro Internacional de Conflitos Não-Violentos, em parceria com a produtora BreakAway, o jogo empresta estratégias e táticas para colocar fim às guerras sem necessidade de armas.
Desenvolvido pela ONU, Food Force é, provavelmente, um dos exemplos mais requintados dos jogos do bem. Ele propõe a reconstrução da ilha fictícia de Sheylan ao longo de seis fases entremeadas por animações de computação gráfica.
As missões colocam o jogador no controle de helicópteros e de caminhões. A última delas lembra o estilo consagrado por SimCity, com o objetivo de distribuir comida e suprimentos médicos para ajudar a população local a reconstruir a ilha.
Contudo, os games não precisam ser tão sérios assim para fazer o bem. SpaceStationSim, por exemplo, foi desenvolvido em conjunto com a Nasa e permite construir e administrar uma estação espacial. Além de mandar astronautas para lá, é preciso mantê-los felizes e saudáveis. Vários módulos e componentes da agência espacial podem ser utilizados.
Também não é preciso ser requintado para transmitir mensagens positivas: é o caso de Darfur is Dying, que aborda um conflito interno em Darfur, no Sudão. A missão é levar água aos necessitados dos campos de darfurianos, escondendo-se para não ser morto pelas milícias pró-governamentais.
A polícia de West Yorkshire, em parceria com o grupo Dubit, desenvolveu um webgame para encorajar o comportamento social positivo entre crianças. Intitulado City Zone, o jogo traz duas áreas para explorar, com missões que vão desde deter ladrões até resgatar gatos.
Com elementos de investigação, o título já caiu nas graças de algumas escolas norte-americanas, agradando a alunos e a professores.
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THÉO AZEVEDOColaboração para a Folha de S.Paulo
Pode um game ensinar as pessoas a derrotar líderes tiranos sem disparar nem um tiro sequer? Títulos como A Force More Powerful, que prega a resolução de conflitos sem métodos violentos, provam que sim.
Desenvolvido pelo Centro Internacional de Conflitos Não-Violentos, em parceria com a produtora BreakAway, o jogo empresta estratégias e táticas para colocar fim às guerras sem necessidade de armas.
Desenvolvido pela ONU, Food Force é, provavelmente, um dos exemplos mais requintados dos jogos do bem. Ele propõe a reconstrução da ilha fictícia de Sheylan ao longo de seis fases entremeadas por animações de computação gráfica.
As missões colocam o jogador no controle de helicópteros e de caminhões. A última delas lembra o estilo consagrado por SimCity, com o objetivo de distribuir comida e suprimentos médicos para ajudar a população local a reconstruir a ilha.
Contudo, os games não precisam ser tão sérios assim para fazer o bem. SpaceStationSim, por exemplo, foi desenvolvido em conjunto com a Nasa e permite construir e administrar uma estação espacial. Além de mandar astronautas para lá, é preciso mantê-los felizes e saudáveis. Vários módulos e componentes da agência espacial podem ser utilizados.
Também não é preciso ser requintado para transmitir mensagens positivas: é o caso de Darfur is Dying, que aborda um conflito interno em Darfur, no Sudão. A missão é levar água aos necessitados dos campos de darfurianos, escondendo-se para não ser morto pelas milícias pró-governamentais.
A polícia de West Yorkshire, em parceria com o grupo Dubit, desenvolveu um webgame para encorajar o comportamento social positivo entre crianças. Intitulado City Zone, o jogo traz duas áreas para explorar, com missões que vão desde deter ladrões até resgatar gatos.
Com elementos de investigação, o título já caiu nas graças de algumas escolas norte-americanas, agradando a alunos e a professores.
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