08/08/2006
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12h43
O ciberdissidente chinês Li Jianping está na prisão há quase quatro meses desde o seu julgamento e sem ter recebido sua sentença, informou num comunicado a organização Human Rights in China (HRIC).
Segundo a lei chinesa, os Tribunais de Justiça devem dar a sentença num prazo de um mês e meio após aceitar um caso. O limite pode ser prorrogado por mais um mês em casos excepcionalmente complicados.
Além disso, segundo a HRIC, Li, empresário e jornalista de 40 anos, ficou preso mais de meio ano sem ser julgado. O prazo legal estabelecido é de um mês e meio. Por isso, a organização solicita sua libertação.
Em maio de 2005, a Polícia entrou na casa de Li Jianping para uma "inspeção de segurança na internet". O jornalista foi detido com a alegação de que em seu computador foram encontradas "imagens indecentes".
O departamento de segurança pública local realizou posteriormente várias buscas em sua casa, escritório e contas bancárias. Li acabou acusado de "incitar a subversão contra o poder estatal".
A promotoria da cidade de Zibo, no leste do país, devolveu o caso ao departamento de segurança pública em outubro, por falta de provas. O processo se repetiu dois meses mais tarde.
Li havia publicado artigos com críticas aos líderes comunistas chineses e à falta de liberdade de expressão na imprensa por meio de sites criados no exterior, como Boxun News, ChinaEWeekly, China Democracy e Epoch Times. Ele foi ativista durante o movimento democrático de 1989, que acabou com o massacre da Praça da Paz Celestial, e foi um dos fundadores da Federação Independente de Universidades de Xangai.
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China mantém ciberdissidente preso sem condenação, diz entidade
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da Efe, em PequimO ciberdissidente chinês Li Jianping está na prisão há quase quatro meses desde o seu julgamento e sem ter recebido sua sentença, informou num comunicado a organização Human Rights in China (HRIC).
Segundo a lei chinesa, os Tribunais de Justiça devem dar a sentença num prazo de um mês e meio após aceitar um caso. O limite pode ser prorrogado por mais um mês em casos excepcionalmente complicados.
Além disso, segundo a HRIC, Li, empresário e jornalista de 40 anos, ficou preso mais de meio ano sem ser julgado. O prazo legal estabelecido é de um mês e meio. Por isso, a organização solicita sua libertação.
Em maio de 2005, a Polícia entrou na casa de Li Jianping para uma "inspeção de segurança na internet". O jornalista foi detido com a alegação de que em seu computador foram encontradas "imagens indecentes".
O departamento de segurança pública local realizou posteriormente várias buscas em sua casa, escritório e contas bancárias. Li acabou acusado de "incitar a subversão contra o poder estatal".
A promotoria da cidade de Zibo, no leste do país, devolveu o caso ao departamento de segurança pública em outubro, por falta de provas. O processo se repetiu dois meses mais tarde.
Li havia publicado artigos com críticas aos líderes comunistas chineses e à falta de liberdade de expressão na imprensa por meio de sites criados no exterior, como Boxun News, ChinaEWeekly, China Democracy e Epoch Times. Ele foi ativista durante o movimento democrático de 1989, que acabou com o massacre da Praça da Paz Celestial, e foi um dos fundadores da Federação Independente de Universidades de Xangai.
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