Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
09/02/2007 - 09h27

Vírus "emos" exploram carência do internauta para infectar PCs

Publicidade

DIÓGENES MUNIZ
da Folha Online

"Fico pensando às vezes,
Poxa, se eu tivesse conversado,
contado sobre meus sentimentos,
será que hoje estaríamos juntos?"

Os versinhos acima parecem inofensivos, no máximo medíocres. Pois eles foram produzidos para infectar seu computador. Após prometer mulheres nuas, dinheiro fácil e outros "pecados", uma nova leva de pragas virtuais resolveu usar abordagens sentimentais para enganar internautas desatentos e carentes via e-mail.

Reprodução
Os vírus emos --que, assim como os jovens das franjas, adoram apelar para a emoção-- chegam com títulos "Te Adoro", "Sempre Vou Te Amar" e semelhantes. Após ganharem a confiança do dono do correio eletrônico, roubam senhas de bancos, fazem downloads indevidos, lotam o sistema de pop-ups, entre outras surpresas nada românticas. O processo de enganação é chamado de "phishing".

A partir de informações fornecidas pela empresa TrendMicro, a Folha Online fez um levantamento de como agem e há quanto tempo circulam esses tipos de ataques.

No caso da praga "Te Adoro", que se vende como um cartão virtual, o que há é um cavalo de tróia cujo arquivo chama-se TROJ_BANDLOAD.CKZ. Quando o usuário clica no link com a falsa mensagem, o trojan finge não apresentar nenhuma atividade maliciosa, mas já dá início ao download de "malwares" que roubam dados financeiros. Esses dados serão copiados e transmitidos quando o usuário entrar em um banco qualquer pela web.

Já o ataque "Sempre Vou Te Amar" (veja imagem acima) prefere atrapalhar a vida do internauta de outra forma. Após acionar o arquivo TROJ_AGENT.TOZ, ele direciona o usuário para uma página que instala outro arquivo na máquina. Este programa realiza ações menos criminosas que o anterior, mas tão chatas quanto.

As atividades ocultas vão de mudança na configuração do sistema à exclusão de arquivos do computador. Tanto um quanto o outro golpe tiveram suas "vacinas" fabricadas, respectivamente, nos dias 6 e 4 de fevereiro, o que significa que começaram a circular ainda neste ano.

Na acepção do termo, os cavalos de tróia diferem dos vírus. Seu processo de atuação, porém, já é considerado por empresas especilizadas em segurança como "viral", pois alguns baixam arquivos que vão se reproduzir no PC ou se espalhar via e-mail.

Leia mais
  • Spam sobre falsa morte de Fidel infecta computadores na Espanha
  • "Emofobia" cresce e agressões a emos invadem YouTube
  • Golpe virtual promete BBB nua via e-mail
  • Banda Emofóbicos reforça ódio a "tribo das franjas"
  • Garotas de programa usam iPod Vídeo para arranjar clientes

    Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre vírus
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página