Justiça condena 65 pessoas por crimes cometidos pela internet no Pará
da Folha Online
O juiz federal de Marabá, Carlos Henrique Borlido Haddad, condenou um total de 65 pessoas em quatro sentenças por prática de crimes de estelionato, fraude ideológica e lavagem de dinheiro pela internet. Os piratas virtuais integravam duas quadrilhas em Parauapebas, no sudeste do Pará.
Os condenados se associaram para acessar contas bancárias de terceiros mantidas em diferentes instituições financeiras, segundo a denúncia do Ministério Público Federal.
Os líderes das quadrilhas eram Fábio Florêncio e Ataíde Evangelista, de acordo com a Procuradoria. Eles foram condenados respectivamente a 19 anos e cinco meses e a 17 anos e cinco meses de reclusão.
Os bancos atingidos pela ação dos piratas virtuais foram a Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil, Banco Itaú e Banco do Estado de Goiás, segundo informações da Justiça Federal do Pará.
Antônio Francisco Fernandes de Souza foi o que recebeu a maior pena. O juiz disse que ele "apresentou elevadíssima culpabilidade porque foi, ao lado de Fábio Florêncio, o responsável por solicitar o desenvolvimento de programas de computador capazes de instrumentalizar as fraudes praticadas pela internet, bem como liderou os comparsas nas atividades ilícitas".
Veja a lista completa dos condenados no site da Justiça Federal do Pará.
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