Informática
19/07/2007 - 11h40

Rede de download disponibiliza as 784 páginas de último "Harry Potter"

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da Efe, em Washington

Apesar das estritas medidas de segurança, o último livro da coleção do bruxinho Harry Potter, criado pela escritora britânica J. K. Rowling, vazou na internet dois dias antes do início de suas vendas.

Divulgação
Capa norte-americana de "Harry Potter e as Relíquias da Morte"
Capa norte-americana de "Harry Potter e as Relíquias da Morte"

O programa de download de arquivos P2P --que normalmente fervilham com a troca de material pornográfico, música copiada e programas piratas-- estão ardendo na últimas horas com as idas e vindas de "Harry Potter e as Relíquias da Morte", o sétimo livro da série que transformou sua autora em multimilionária.

De nada adiantou o manto de invisibilidade de Potter ou os supostos truques mais eficazes da editora para manter o livro bem guardado e longe dos olhos alheios até que comecem a distribuição nas livrarias na meia-noite de sexta para sábado.

Uma mão misteriosa conseguiu uma cópia do que parece ser a versão americana do livro e enviou para o submundo da internet, onde está fazendo estragos.

É literalmente uma mão, porque a pessoa não teve cuidado e incluiu os seus dedos em algumas das imagens, enquanto fotografava cada uma das 784 páginas da obra de Rowling.

A cópia aparenta ser a original, já que a editora não quis confirmar se o livro espalhado pela internet é o mesmo que estará à venda no sábado. A mesma tecnologia que serviu para copiar o material também está desvendando alguns detalhes sobre a "maldade".

Como por exemplo o tipo de câmera que fotografou digitalmente a sétima saga de Harry Potter (uma Canon EOS Rebel) e quando o delito ocorreu --no último dia 15, supostamente à noite.

A aparição da cópia pirata incorporou às odisséias de Potter um novo e disciplinado exército: o dos advogados da editora americana Scholastic, que desdobram-se para tentar deter o mais rápido possível as páginas que se espalham pela internet.

Segundo a imprensa, os advogados da Scholastic conseguiram duas ordens judiciais num tribunal federal de São Francisco. Uma delas para ter acesso aos materiais do site Photobucket.com. A outra, para forçar a Gaia Interactive, de São Diego, a revelar a identidade de quem publicou uma cópia na página Gaiaonline.com.

Além disso, a própria Scholastic divulgou hoje as ações legais contra a distribuidora Levy Home Entertainment e a loja virtual DeepDiscount.com por colocar à venda o livro antes da data oficial de lançamento.

Mas a luta da Scholastic tem proporções mágicas. Como a mítica hidra: para cada cabeça que os advogados da editora conseguem arrancar do mundo da internet, outras duas novas aparecem nas redes P2P.

A Scholastic imprimiu pelo menos 12 milhões de exemplares de "Harry Potter and the Deathly Hallows" para a venda no mercado americano. O livro deve custar US$ 35 e a venda de todas as cópias pode gerar uma renda de US$ 420 milhões para a editora.

Esses 12 milhões de livros podem ser apenas uma pequena versão do número de cópias piratas que a internet consegue gerar em poucas semanas, especialmente porque a própria autora aumentou a expectativa de seus fãs a níveis insuportáveis, ao anunciar o desaparecimento de alguns personagens principais.

Após deixar os fãs em dúvida com algumas de suas prévias sobre o conteúdo do livro, a autora queixou-se dos estraga-prazeres que "tentam arruinar a diversão das pessoas", diante da multiplicação de arquivos na internet com possíveis finais do livro.

A mistura entre tecnologia e impaciência fez com que a resposta à pergunta de que a autora teria ou não matado o bruxinho esteja ao alcance de um clique no mouse.

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