Procuradoria investiga 158 casos de pornografia infantil no Orkut
VITOR SORANO
do Agora
O Ministério Público Federal de São Paulo pediu, desde 2006, a quebra de sigilo de 158 perfis e comunidades do site de relacionamentos Orkut por veiculação de pornografia infantil. Anteontem, um empresário foi preso por veicular, pelo MSN Messenger, cenas de abuso sexual cometidas contra a própria filha, à época com nove anos.
Segundo a ONG Safernet, o Orkut teve 18.295 páginas com pornografia infantil denunciadas à entidade, entre 2006 e junho deste ano.
O MPF pediu ainda 75 quebras de sigilo por racismo. Membros do MPF reclamam da falta de colaboração por parte da Google, dona do site de relacionamentos, no fornecimento dados.
"Eles asseguram a impunidade de pedófilos que usam o Orkut para publicar as imagens [de pornografia]", disse o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama.
Na sexta, os procuradores pediram à Google que crie, em 30 dias, um sistema de filtros para evitar que anúncios publicitários apareçam em sites com conteúdo ilícito ou criminoso.
Caso a orientação não seja cumprida, eles ameaçam entrar com uma ação que pode pedir até a suspensão de todos os serviços da Google. A assessoria da Google Brasil informou que a empresa não vai se manifestar.
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