Internet assiste à 2ª guerra dos browsers
da Folha de S.Paulo
O navegador para a World Wide Web foi um dos grandes responsáveis pela popularização da internet. Ele criou um ambiente amigável para o usuário comum acessar a rede, então utilizada principalmente por universidades e cientistas.
Na década de 1990, o britânico Tim Berners-Lee, do laboratório de física de partículas europeu Cern, desenvolveu o primeiro browser para a WWW.
Primeira guerra
A popularização da internet veio mesmo com o Netscape. O navegador tinha 83% dessa fatia de mercado em 1996, de acordo com dados da Universidade de Illinois. O Explorer, da Microsoft, abocanhava 10%. A internet contava com 36 milhões de usuários, segundo o IDC. Hoje, segundo a IWS Forecast, são 1,2 bilhão.
Usando táticas de mercado agressivas e embutindo o programa no Windows, Bill Gates virou o jogo em 1998, mas ainda dividia praticamente ao meio o mercado com o Netscape.
Mas, em 2002, o Explorer esmagava a concorrência e detinha, na prática, o monopólio dos navegadores.
Segunda guerra
No mesmo ano aparece o navegador Mozilla --tocado por uma fundação sem fins lucrativos e por uma comunidade de programadores que aproveitam o código aberto do programa.
Em 2004, o navegador foi reformulado como Firefox; o software começava a ganhar fôlego a cada versão. Algumas funcionalidades, como a navegação por abas, foram copiadas pelo Explorer.
A fundação Mozilla tem o objetivo de lançar uma nova versão do Firefox por ano. Para o fim deste ano, está planejado o Firefox 3, que promete mudanças radicais.
Além disso, o navegador surfa na fama de ser mais seguro do que o navegador da Microsoft. Como tem um número bem menor de usuários, suas falhas são menos exploradas por hackers.
A presença do software vem crescendo lenta e continuamente, principalmente desde o ano passado, e hoje tem 15% do mercado de navegadores, contra 78% do Explorer, de acordo com a Net Aplications.
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