Vigilância de acesso infantil à internet é grande nas escolas
CLARICE CARDOSO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Se a vigilância dentro de casa anda alta, nas escolas ela é maior ainda. E o assunto é tão complicado que muitos colégios preferem nem tocar no assunto.
No Guilherme Dumont Villares, por exemplo, existem filtros de conteúdo impróprio e de alguns sites famosos entre as crianças.
"Quando eu era nova na escola, tentei entrar no Orkut e no MSN, mas estavam bloqueados. Achei certo, são sites com muitos vírus, né?", diz Fernanda Maia, 12.
Lucas Silveira, 12, até concorda com o bloqueio. "Mas, às vezes, fico meio nervoso quando tento entrar num site de busca e vem o bloqueio", assume o menino.
No Colégio Miguel de Cervantes, a marcação também é cerrada. Lá, os professores usam um programa que, além de bloquear alguns sites, também pode travar teclado e mouse.
"É para ninguém ficar brincando na aula", explica o aluno Matheus Ribes, 11. E não dá vontade de dar uma olhadinha na lista do MSN? "Nunca vi ninguém tentar. A gente faz isso em casa, não tem graça entrar lá."

